Sobe para 41 o número de mortos em inundações na Bélgica

No último balanço, as autoridades referem que ainda há duas pessoas desaparecidas.

O total de mortos devido às inundações históricas que atingiram a Bélgica subiu para 41, disse esta terça-feira o chefe do governo de Valónia, região francófona no sul que sofreu a maior parte da catástrofe.

Duas pessoas estão ainda desaparecidas, segundo o relatório que anteriormente apontou para a morte de 37 pessoas causadas pelas chuvas torrenciais que atingiram o país em meados de julho, sendo que o mau tempo tirou a vida a 180 pessoas na Alemanha.

Elio Di Rupo, o presidente da região da Valónia e antigo primeiro-ministro, anunciou hoje a criação de uma comissão especial de reconstrução, durante uma conferência de imprensa com vários líderes políticos.

Este órgão será responsável por coordenar as medidas de emergência e prepara um plano de reconstrução.

O governo da Valónia já tinha prometido 2.000 milhões de euros para um trabalho que se antecipa difícil.

"Esta soma vai ser provavelmente insuficiente", advertiu Jean-Luc Crucke, ministro das Finanças e Orçamento da Valónia.

Estradas e linhas de ferro destruídas, casas demolidas, rede elétrica danificada, são alguns dos danos ainda não quantificados pelas cheias de vários rios.

Das 262 comunas de Valónia, 202 vão ser admitidas no fundo de calamidades, o que "dá a dimensão da tragédia" que estão a viver, declarou Di Rupo.

A avaliação dos danos por parte das seguradoras ainda está em andamento e deve durar "vários dias, até algumas semanas", prosseguiu.

"Vai ser um esforço de longo prazo. Reconstruir tudo o que foi destruído vai levar tempo", disse o primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, que prometeu ajuda do governo federal durante uma conferência de imprensa.

Entre os desafios citados pelas autoridades da Valónia está o realojamento com ajuda aos municípios, empresas e pessoas afetadas, mas também a despoluição e tratamento de resíduos transportados pelos rios ou retirados das casas após as inundações.

As autoridades planeiam operações de controlo de ratos.

A Valónia estima que vai ter de tratar cerca de 42.000 toneladas de solo poluído principalmente por hidrocarbonetos.

Mais de 11.700 quilómetros de cursos de água têm de ser "verificados ou limpos".

Em dois dias, o desastre gerou o equivalente a 75% do lixo doméstico anual da região, tendo identificado 27 potenciais locais para o seu armazenamento temporário, de forma a limpar estradas e passeios congestionados.

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