Suíços, noruegueses e checos já começaram a aliviar restrições

A Europa prepara o levantamento gradual das restrições, com alguns países a começarem esta segunda-feira o regresso à vida (quase) normal.

Os suíços voltam esta segunda-feira aos cabeleireiros, as crianças norueguesas às escolas e os checos aos ginásios, num dia em que o primeiro-ministro britânico regressa ao trabalho e a Europa começa a aliviar as restrições causadas pela covid-19.

Depois de várias semanas de confinamento e negócios encerrados, a Europa prepara o levantamento gradual das restrições, com alguns países a começarem esta segunda-feira o regresso à vida normal. Lentamente, enquanto se aguarda a descoberta de uma vacina ou tratamento eficaz para conter a epidemia de coronavírus.

É o caso da Suíça, onde o comércio de pequena e media dimensão, como cabeleireiros, fisioterapeutas, centros de massagem, floristas, centros de jardinagem e viveiros, volta hoje a funcionar, embora mantenha algumas medidas de segurança, como o distanciamento social.

É também o caso da Noruega, onde os pais das crianças com idades entre os seis e os 10 anos voltam a levar os filhos à escola, embora em turmas reduzidas a 15 alunos.

É ainda o que se vive em Praga, na República Checa, onde as lojas de até 2.500 metros quadrados de superfície recomeçam a funcionar, e os checos podem voltar aos ginásios, jardins zoológicos, parques botânicos e escolas de condução.

Além disso, as três fábricas checas da Skoda Auto, detidas pela alemã Volkswagen e que empregam cerca de 34 mil pessoas, renovaram a produção, o que também se verifica com a Autoeuropa, em Portugal.

A república Checa passa ainda a permitir reuniões públicas de até 10 pessoas, embora o distanciamento social e o uso de máscaras faciais continuem a ser obrigatórios.

O início desta semana marca o princípio do fim de uma Europa fechada em casa e quase sem atividade económica, com a Espanha ainda a respirar de alívio, depois de muitos pais terem podido levar, no domingo, e pela primeira vez em seis semanas, os seus filhos à rua.

A Espanha, aliás, irá apresentar na terça-feira o seu plano de levantamento das restrições, apesar de ter prorrogado o confinamento até 9 de maio.

No mesmo dia, também o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, divulgará a sua "estratégia nacional para o plano de desconfiança", que deve começar em 11 de maio, com uma reabertura gradual das escolas.

Também a Itália deve detalhar, no início desta semana, as medidas que planeia iniciar, a partir de 4 de maio - tal como em Portugal -, para recomeçar as atividades.

Neste país, as escolas permanecerão fechadas até setembro, mas o Governo espera reabrir parques e jardins e permitir a presença em funerais e as visitas à família da mesma região.

Ainda assim, também em Itália, o uso de máscaras e o distanciamento social continuarão a ser obrigatórios.

Em Londres, o primeiro-ministro, Boris Johnson, atingido pelo vírus e internado algumas semanas, fez hoje um retorno muito antecipado ao trabalho, tendo pedido aos britânicos que "contenham a impaciência" ao defender a manutenção do confinamento em vigor para evitar uma segunda vaga de infeções de covid-19.

Os quatro países europeus mais afetados pela pandemia registaram, no domingo, uma queda do número de mortes provocada pela doença: 288 mortes em Espanha, 260 na Itália, 242 na França e 413 mortes em hospitais no Reino Unido, o número mais baixo desde o final de março.

No entanto, em Espanha, que a par da Itália, tem sido um dos países mais afetados da Europa pela pandemia, o número de mortes nas últimas 24 horas voltou hoje a subir, atingindo as 331 e totalizando 23.521 óbitos.

Desde que foi detetado na China, em dezembro do ano passado, o novo coronavírus já provocou mais de 204 mil mortos e infetou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios, segundo um balanço da agência de notícias AFP. Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e, em alguns casos, a aliviar algumas das medidas.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (54.175) e mais casos de infeção confirmados (mais de 956 mil).

Seguem-se Itália (26.644 mortos, mais de 197 mil casos), Espanha (23.190 mortos, mais de 207 mil casos), França (22.856 mortos, cerca de 162 mil casos) e Reino Unido (20.732 mortos, perto de 153 mil casos).

Por regiões, a Europa soma mais de 124 mil mortos (mais de 1,3 milhões de casos), Estados Unidos e Canadá perto de 57 mil mortos (mais de um milhão de casos), Ásia quase 8.000 mortos (mais de 201 mil casos), América Latina e Caribe perto de 8.000 mortos (mais de 162 mil casos), Médio Oriente quase 6.300 mortos (mais de 155 mil casos), África mais de 1.400 mortos (mais de 31.500 casos) e Oceânia 108 mortos (mais de oito mil casos).

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