Trump processa Google, Twitter e Facebook por alegada censura

O processo visa também os CEO das empresas, sendo que ainda nenhuma respondeu.

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump avançou com um processo contra as gigantes tecnológicas Google, Twitter e Facebook, alegando que é vítima de censura. A BBC News avança que a ação coletiva também visa os CEO das três empresas.

Trump foi suspenso das redes sociais em janeiro por questões de segurança pública, na sequência dos ataques ao Capitólio. Na quarta-feira, o ex-presidente referiu que o processo é "um desenvolvimento muito bonito para a liberdade de expressão".

Numa conferência de imprensa no seu resort de golfe em Bedminster, em Nova Jérsia, Trump protestou contra as empresas de comunicação social e os democratas, acusando-os de defenderem a desinformação. "Estamos a exigir o fim do silenciamento e o fim da suspensão e cancelamento que vocês conhecem tão bem", disse, acrescentando que "se podem banir um presidente, podem fazer isso com qualquer um".

O ex-presidente apelidou a publicação que o baniu do Twitter de "a frase mais amorosa". De acordo com o Twitter, a suspensão de Trump resultou de publicações sobre "glorificação da violência", que ocorreram a 8 de janeiro, dois dias após os tumultos no Capitólio, bem como repetidas alegações, sem evidências, de fraudes nas eleições. Na altura, Trump escreveu que os "grandes patriotas" que votaram nele terão "uma voz gigante" e "não serão desrespeitados ou tratados injustamente".

Também na quarta-feira os aliados republicanos de Trump divulgaram, no Congresso, um memorando a descrever um plano "para enfrentar a Big Tech", pedindo uma reformulação de uma lei conhecida como Secção 230. A Secção 230, que Trump tentou revogar como presidente, impede que empresas como o Facebook e o Twitter tenham responsabilidade ​​pelas publicações dos utilizadores.

"É uma proteção de responsabilidade que ninguém na história de nosso país jamais recebeu", disse Trump, criticando a lei.

Ainda nenhuma das empresas de tecnologia citadas respondeu ao processo que foi aberto num tribunal federal na Flórida.

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