"Últimos esforços para evitar grande conflito." Após conversa com Putin, Macron fala com Zelensky

O presidente francês falou com o seu homólogo russo durante uma hora e 45 minutos. Depois dessa conversa, Macron iniciou uma nova conversa com Zelensky, com o objetivo de "evitar um grande conflito na Ucrânia".

O Presidente francês, Emmanuel Macron, falou este domingo durante uma hora e 45 minutos com o homólogo russo, Vladimir Putin, e está agora a conversar com o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou o Eliseu.

"A conversa telefónica com o Presidente Putin durou 1h45. O Presidente da República fala neste momento com o Presidente Zelensky", disse a Presidência francesa.

A conversa com Putin começou às 11h00 (10h00 em Lisboa) e, após terminada, Macron iniciou uma nova conversa com Zelensky, com quem já tinha falado na véspera.

A Presidência francesa tinha anunciado no sábado que Macron realizaria hoje "os últimos esforços possíveis e necessários para evitar um grande conflito na Ucrânia", porque "o risco de cair numa espiral de violência é atualmente muito elevado".

Ainda hoje, a Rússia e a Bielorrússia decidiram prolongar os exercícios militares conjuntos em curso, que deveriam terminar agora, devido ao agravamento das tensões com a Ucrânia, segundo anunciou o ministro da Defesa bielorrusso.

Numa intervenção no sábado numa conferência internacional em Munique, Volodymyr Zelensky pediu ainda aos países ocidentais para acabarem com o que chamou "política de apaziguamento" da Rússia, com cujo Presidente, Vladimir Putin, propôs um encontro.

Pediu também uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a escalada militar em torno da Ucrânia.

Na sua conversa de sábado com Macron, Zelensky manifestou a sua vontade de não responder às "provocações" russas e pediu-lhe que transmitisse a Putin que continua aberto ao diálogo.

O Ocidente e a Rússia vivem atualmente um momento de forte tensão, com o regime de Moscovo a ser acusado de concentrar pelo menos 150.000 soldados nas fronteiras da Ucrânia, numa aparente preparação para uma potencial invasão do país vizinho.

Moscovo desmente qualquer intenção bélica e afirma ter retirado parte do contingente da zona.

Entretanto, nos últimos dias, o exército da Ucrânia e os separatistas pró-russos têm vindo a acusar-se mutuamente de novos bombardeamentos no leste do país, onde a guerra entre estas duas fações se prolonga desde 2014.

Os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) anunciaram no sábado ter registado em 24 horas mais de 1.500 violações do cessar-fogo na Ucrânia oriental, número que constitui um recorde este ano.

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