União Europeia censura "contra-sanções" russas dirigidas a funcionários europeus

O Kremlin impôs sanções contra líderes de instituições europeias, em resposta às medidas punitivas da UE pela invasão russa da Ucrânia.

A União Europeia (UE) censurou, esta sexta-feira, a decisão das autoridades russas de proibirem responsáveis das instituições europeias de entrarem em território da Rússia, considerando que não tem justificação nem base legal, ao contrário das sanções europeias a Moscovo.

"As sanções da UE respondem à agressão militar da Rússia contra a Ucrânia. O seu objetivo é pôr fim a essas ações ilegais e destrutivas. Ao contrário das contra-sanções russas, as medidas restritivas da UE são publicadas de forma transparente e baseadas em critérios claros, incluindo formas legais de as contestar", comentou o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, num comunicado.

O Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança reitera a exigência do bloco europeu no sentido de que "a Rússia cesse esta agressão e retire todas as forças e equipamento militar de todo o território da Ucrânia, imediata e incondicionalmente, e respeite plenamente a integridade territorial, soberania e independência da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas".

"A Rússia tem plena responsabilidade por esta guerra de agressão contra a Ucrânia e será responsabilizada por crimes cometidos no seu decurso", concluiu Borrell.

Na quinta-feira, o Kremlin impôs sanções contra líderes de instituições europeias, em resposta às medidas punitivas da UE na sequência da invasão russa da Ucrânia.

"As limitações estendem-se aos líderes da UE, incluindo vários comissários europeus e chefes das estruturas militares da UE, bem como à maioria dos membros do Parlamento Europeu que promoveram uma política anti-russa", anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Nas últimas semanas, a UE impôs diversas sanções contra o regime de Moscovo, incluindo o congelamento de ativos financeiros de oligarcas próximos do Kremlin, a proibição de vários bancos russos utilizarem o sistema internacional de transações Swift e a imposição de limites às exportações de algumas matérias-primas.

A Rússia lançou, a 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.232 civis, incluindo 112 crianças, e feriu 1.935, entre os quais 149 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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