Mais Opinião

Anselmo Crespo
Anselmo Crespo

O Estado e a comunicação social

Se olharmos para a forma como os sucessivos governos trataram a comunicação social nas últimas décadas e, sobretudo, para o chamado serviço público, dificilmente conseguiremos levar algum partido do chamado arco da governação muito a sério. Os que não tentaram influenciar, manipular e condicionar jornais, rádios e televisões não tiveram qualquer visão sobre o setor ou decidiram atirar para debaixo do tapete um assunto que queima e que acabava "enterrado" no Ministério da Cultura, entregue a ministros que percebem tanto de comunicação social como eu percebo de lagares de azeite.

Ricardo Alexandre
Ricardo Alexandre

A propósito de Zé Pedro… Rock "n" Roll e saudade

Ainda não consegui apagar o número de telefone dele do meu telemóvel. Nem as mensagens trocadas. No dia 26 de novembro dos últimos anos já não tive uma mensagem dele como sempre tinha ('Querido Amigo Ricardo, hoje é o teu dia, que seja um dia especial com um ano espetacular'). Já não vale a pena tentar combinar tomar um café com ele, mas essas tentativas - que no último ano da vida dele foram só tentativas (e nem sempre era ele que não podia ou desmarcava; nem imaginam como me penitencio por o ter feito) - mantinham-me perto dele, até por vivermos à distância de dois quarteirões ('não te sabia nas redondezas Ricardo... que bom, sinto-me mais protegido, temos de combinar uma café').

Paulo Baldaia
Paulo Baldaia

Deu uma volta de 360 graus

São comuns as gafes à volta dos graus que identificam as voltas que a vida que dá. A mais comum é sobre o caminho que é preciso fazer para que as coisas deixem de ser como são e passem a ser exatamente da forma contrária. Vezes demais, a vontade não corresponde ao que somos capazes de fazer e acabamos a anunciar uma volta de 360 graus, fugindo-nos a boca para a verdade. Tanta bazófia nos anúncios, acabou por nos deixar exatamente no mesmo sítio. Em estado de alerta, por causa dos incêndios.

Anselmo Crespo
Anselmo Crespo

Marcelo, a pandemia e as presidenciais

O vírus que nos mudou a vida há de mudar também muita coisa na política. Cá dentro e lá fora. Trump tem a reeleição em risco. Bolsonaro, a continuar assim, pode nem sequer chegar às próximas eleições. No Reino Unido, Boris Johnson vai-se aguentando por falta de comparência do adversário. E em França - só para dar alguns exemplos - Macron não precisou propriamente da pandemia para se estampar de frente contra uma parede, mas lá que levou um valente empurrão, isso levou.