Mais Opinião

Raquel Vaz Pinto
Raquel Vaz Pinto

Argentina, Brasil e fair-play

Depois de um mês intenso de fintas, toques, passes, faltas, jogadas e golos chegámos ao fim do Campeonato Europeu e da Copa América. No fim de todos estes esforços chegaram ao Olimpo a Itália e a Argentina derrotando respetivamente duas seleções que estavam a jogar em casa e, mais ainda, em estádios que são as suas catedrais em termos de futebol: Wembley e o Maracanã. Durante estas competições várias cidades europeias e brasileiras foram palco de muitas emoções, rivalidades, sonhos e desilusões.

Inês Cardoso
Inês Cardoso

As crianças do Porto que nunca tinham visto o mar

A primeira condenação no âmbito da Operação Marquês, tendo como alvo o ex-ministro e ex-gestor público Armando Vara, daria pano para mangas, dadas todas as considerações feitas no acórdão sobre a particular responsabilidade de quem desempenha funções públicas de relevo. A agitação no Benfica, com todas as suas incidências legais e a ligação ao setor bancário e empresarial, marcam a atualidade nacional há vários dias. Ou ainda o agravamento da pandemia, com tudo o que isso implica na incerteza e incapacidade de normalizarmos a nossa vida. Já para não esquecer, no plano internacional, Cuba ou o racismo na final do Euro 2020 e a sua enorme amplificação através das redes. No meio de tantos temas complexos, pode parecer uma minudência falar sobre crianças do Porto que nunca viram o mar. Mas são precisamente temas como este que nos mostram a crueza de vidas que entram pouco nas notícias.

Daniel Oliveira
Daniel Oliveira

Como é óbvio, Vítor Fernandes não pode ir para o Banco de Fomento

No espaço semanal de opinião na TSF, Daniel Oliveira refere-se à nomeação de Vítor Fernandes para o Banco de Fomento, dizendo que lhe "irrita que todo o político se resuma hoje a casos e suspeitas e escândalos, porque isso diz mais sobre o bloqueio político do país do que da corrupção". "É fácil pensar que o nosso atraso resulta apenas de roubos e desonestidade, permite reduzir tudo a debate moral e não a grandes escolhas políticas, de modelo económico, de reformas no Estado", considera, acrescentando que isso "reduz a política a avaliações de caráter e desresponsabiliza-nos a todos, mas para ultrapassar isto é preciso limpar a mata de silvas".

Miguel Poiares Maduro
Miguel Poiares Maduro

Quem mostra o cartão vermelho ao futebol

O futebol é muito mais que um jogo, é uma frase famosa. Esta semana confirmámos isso de formas muito diferentes. Ontem assisti com entusiasmo à vitória italiana no Euro, o país que aprendi a amar durante os mais de doze anos que lá vivi. O país que subitamente representava a Europa na final que muitos transformaram num novo referendo ao Brexit. Mas também um país que, tal como nós, aprendeu a perceber que os melhores cidadãos são, por vezes, aqueles que escolhem essa cidadania, como Jorginho por lá ou Pepe entre nós. O futebol ensina-nos estas boas lições, para lá do jogo. Mas também tem muito de mau para lá do jogo. Foi o que também confirmámos esta semana com o processo em redor de Luís Filipe Vieira.

Rosália Amorim
Rosália Amorim

Oxigenar o país

Os portugueses têm de voltar, uma vez mais, a adaptar-se aos novos horários e às novas regras. Já não precisam de ficar retidos na Área Metropolitana de Lisboa, mas, caso queiram ir dormir ou comer fora, têm de fazer-se acompanhar de certificado digital ou teste negativo. Como os testes em laboratórios de análises clínicas são dispendiosos para uma família média portuguesa - e até mesmo os novos testes rápidos anunciados pela Cruz Vermelha custam, afinal, 60 euros por cabeça - e as farmácias continuam com filas de espera para realizar testes, o melhor é mesmo levar um autoteste no bolso e realiza-lo à entrada do hotel ou restaurante.