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Daniel Oliveira
Daniel Oliveira

Shireen Abu Akleh: Do lado errado, a liberdade de imprensa vale zero

Daniel Oliveira relembra o caso de Shireen Abu Akleh, uma jornalista da cadeia de televisão Al-Jazeera que morreu na semana passada enquanto cobria um ataque israelita na cidade de Jenin, na Cisjordânia ocupada. "Shireen Abu Akleh nasceu em Jerusalém numa família cristã-árabe. Viveu nos EUA e, por isso, tinha cidadania palestiniana e norte-americana. Depois de passar por vários órgãos de comunicação social, entrou para a Al-Jazeera, a mais prestigiada televisão internacional de informação em língua árabe e uma das mais relevantes em todo o mundo", começa por dizer o comentador no seu espaço habitual de Opinião na TSF.

Pedro Cruz
Pedro Cruz

Revisão à la carte

Sai uma cerveja, um pires de tremoços e uma revisão constitucional, mal-passada.
O tema não é atraente nem importa à grande maioria dos portugueses. É um daqueles assuntos que parecem estar reservados à bolha político-mediática, a discussões no parlamento ou nas sedes dos partidos. Que envolvem constitucionalistas, com os seus diversos entendimentos e interpretações da lei fundamental.
Mas, e sendo um assunto denso, pouco popular e "aborrecido", também por isso não deve ser tratado com ligeireza, leveza e facilitismo.

Nuno Sampaio
Nuno Sampaio

Duas Europas

Comemoraram-se no dia 9 de maio o Dia da Europa, data da Declaração de Schuman em 1950, e na Rússia o Dia da Vitória sobre o regime nazi. Passados mais de 75 anos desses acontecimentos, e mais de três décadas depois da Queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética, estas celebrações foram marcadas pelo regresso da guerra e pelo espectro de um conflito indissolúvel no continente europeu. As cerimónias que tiveram lugar em Moscovo e em Estrasburgo são também o espelho de duas visões antagónicas da Europa.

Paulo Baldaia
Paulo Baldaia

Aplauso comedido a Fernando Medina

Há exatamente um mês, titulei a crónica na TSF como sendo de "um velho do Restelo", chamando à atenção para a absoluta certeza de que a taxa Euribor iria subir um a dois pontos este ano. Isso fará com que à inflação, que nada tem de provisório, se junte uma prestação da casa bem mais cara. O governo não vai utilizar o orçamento do Estado para atenuar esta perda de poder de compra e eu, contrariando o "vox populi", acho que faz muito bem.

Inês Cardoso
Inês Cardoso

Aborto: vigiar e punir

Há uma linha de argumentação técnica que parece fazer sentido. O aborto tem um impacto negativo na saúde física e mental da mulher e pode ser visto como uma fragilidade do planeamento familiar. Logo, tudo deve ser feito para o evitar. É com base neste argumento que foi proposta a inclusão, nos critérios de avaliação dos médicos de família e das equipas nas Unidades de Saúde Familiar, da existência de casos de aborto. Este modelo prevê uma remuneração variável associada ao cumprimento de critérios pré-estabelecidos que, a ser aprovada a proposta, não será atribuída quando tiver havido interrupções voluntárias da gravidez (IVG) nos 12 meses anteriores à avaliação.