9 de Maio em Bruxelas, Kyiv e Cabul

Estamos no dia 75 da Guerra russa na Ucrânia.

Nos últimos dias assistimos a um conjunto de celebrações relativas ao fim da Segunda Guerra Mundial às quais acrescem o dia da Europa, ou seja, aquele dia no qual o ministro dos negócios estrangeiros francês, Robert Schuman, abriu as portas ao projecto europeu. No fundo, hoje comemoramos, talvez mais do que nunca com a guerra na Europa, aquele dia 9 de Maio de 1950.

E é mesmo a Guerra que marca o nosso quotidiano e entre várias iniciativas gostaria de destacar uma: um encontro entre mulheres. Em concreto, mais uma acção com enorme visibilidade levada a cabo pela diplomacia dos Estados Unidos da América e desta feita pela Primeira-Dama Jill Biden. Jill decidiu visitar ontem a sua homóloga ucraniana, Olena Zelenska. Nas suas palavras: «Pensei que seria importante demonstrar ao povo ucraniano que esta Guerra tem de parar, que esta Guerra tem sido brutal, e que o povo dos EUA está ao lado do povo ucraniano.»

Duas mulheres fortes e que tão bem demonstram a necessidade de mobilizar o apoio de todos nesta Guerra. Enquanto pensava nelas lembrei-me uma vez mais, como já fiz várias vezes nesta Opinião, caros ouvintes, das meninas e mulheres afegãs. Saiu mais um daqueles decretos maravilhosos dos Talibãs. Em poucas palavras: burcas. A notícia no Expresso é reforçada pela frase «é mesmo recomendado que "permaneçam em casa"». Está tudo dito.

Hoje celebramos as muitas conquistas do Dia da Europa à qual a Ucrânia sonha juntar-se. Pelo mundo fora e em especial no Afeganistão a conversa é, infelizmente, outra.

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