Excelente (des)empenho, caros alunos!

Num período em que aguardamos os anunciados 400 milhões de euros para proceder à aquisição/renovação de equipamento e material informático e 125 milhões de investimento em recursos humanos, os alunos do ensino secundário principiam hoje a primeira fase da época de exames nacionais.

Desde 18 de maio, dia da abertura das escolas aos alunos do 11.º e 12.º anos, os docentes deste nível de ensino puderam regressar fisicamente às suas escolas e retomar/recomeçar as atividades letivas presenciais. Recorde-se que, até à data, os alunos continuaram o seu processo de ensino aprendizagem graças à forma expedita com que se efetivou a implementação das medidas excecionais e temporárias do ensino à distância (E@D), que alternou entre aulas síncronas e assíncronas. Os docentes abraçaram este novo desafio e de modo irrepreensível laboraram para suprir os inúmeros constrangimentos com que se depararam ao longo processo.

Este notável empenho enche-nos de orgulho, uma vez que os docentes e os discentes, em modo de desconfinamento, demonstraram atitudes que merecem os nossos melhores elogios.

Não se pretendia a preparação intensiva para os exames, embora reconheça que o ensino secundário continua refém do modelo de acesso ao ensino superior, processo esse que deverá ser revisto no mais curto espaço de tempo. Desenvolveu-se um trabalho globalizante tendo em conta o final do período letivo e as suas implicações.

As datas das épocas de exame foram adiadas (sendo que a 2.ª fase decorrerá na primeira semana de setembro), e emergiram novas regras, a saber:

· Obrigatoriedade do uso da máscara no interior da escola e durante a realização da prova;

· Classificação só releva para acesso à Faculdade e não para a média do secundário;

· Testes organizados em grupo de perguntas de resposta obrigatória e outro em que são validadas para a nota final as melhores respostas.

Tenho mencionado de forma reiterada, e aproveitando a presente situação como oportunidade a não desperdiçar, a premência da revisão do modelo de acesso ao ensino superior, ultrapassado, só do interesse de alguns, desprezando outros critérios (entrevistas, testes de admissão...) que ajudariam na seriação de melhores profissionais, muito para além da putativa objetividade dos critérios qualitativos evocados.

Mãos à(s) obra(s)!

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