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"O leitor acaba sempre por iluminar As Pessoas Invisíveis"  José Carlos Barros, Prémio LeYa 2021

"O leitor acaba sempre por iluminar As Pessoas Invisíveis" José Carlos Barros, Prémio LeYa 2021

Não tarda está de volta a Vila Nova de Cacela, a tempo de colher os figos lampo preto que hão-de ser exportados para Paris. Figueiras, alfarrobeiras e demais árvores de fruto estão na vida do arquiteto paisagista que entre mais de 700 livros venceu o último Prémio LeYa. Quem semeia palavras também colhe frutos "muita gente não valoriza o trabalho que é escrever e deve pagar-se a quem escreve, e isso também me agrada neste prémio." José Carlos Barros, conhecido também como poeta, nasceu em Boticas, formou-se em Évora, e vive no Algarve. A entrega do prémio, esta sexta-feira, em Lisboa pouco mudará a sua vida, mas "posso dar-me ao luxo de ter mais tempo para a escrita". E andam novas histórias a "bailar" na cabeça do autor de As Pessoas Invisíveis.

"Estou num tal momento de espanto e de revolta que não consigo pintar nada"

"Estou num tal momento de espanto e de revolta que não consigo pintar nada"

A segunda mulher a quem a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro atribui o doutoramento honoris causa, depois da escritora Agustina Bessa-Luís, fala de "uma enorme honra" e do reconhecimento "pela forma como eu vivo no mundo como mulher e pela obra que tenho feito como artista". Não tem pintado, mas sabe que a arte sobreviverá sempre "à barbárie dos tiranos" e, quando passar a revolta e o espanto, Graça Morais voltará a debruçar-se sobre a tela para deixar o seu testemunho "de liberdade e de resistência."