Governo vai criar rede nacional de centros de arte contemporânea

As obras do antigo BPN adquiridas pelo Estado vão começar a ser exibidas em Coimbra a partir de dia 4. Novas aquisições públicas de arte contemporânea serão conhecidas até ao final de julho

O Ministério da Cultura pretende "formalizar até final de julho" uma rede de centros de arte contemporânea no país, anunciou a ministra Graça Fonseca em declarações à TSF.

De acordo com governante será feito um "mapeamento de onde já existem centros de arte contemporânea no território", integrando-os depois numa "rede única" com o objetivo de que a coleção do Estado e as coleções privadas que pertencem a cada um destes centros circulem pelos vários espaços. Associado à rede está ainda "um objetivo de residências e de investigação".

Na opinião da ministra da Cultura, a existência desta rede permitirá fazer com que "a circulação de determinadas obras de um artista" seja feita de uma forma "mais estruturada". O governo pretende assim "fazer uma programação de circulação descentralizada" com as obras da coleção do Estado.

O primeiro pólo da rede de centros de arte contemporânea vai ficar em Coimbra, cidade onde será inaugurada, a 4 de julho, a exposição da coleção que o Estado adquiriu ao antigo BPN no início de janeiro e que foi englobada na Coleção de Arte Contemporânea do Estado.

Esta será a primeira de um conjunto de três exposições que terão lugar entre julho de 2020 e meados de 2022.

Até ao final de julho, o Governo pretende também anunciar as obras de arte contemporânea que vai comprar este ano. A lista será apresentada à ministra da Cultura pela comissão de aquisições que foi criada há pouco mais de um ano e que está a avaliar as obras com interesse para o Estado. "Este ano a verba é de 500 mil euros, no ano passado foi de 300 mil euros. As obras adquiridas são sempre de artistas contemporâneos portugueses", refere Graça Fonseca.

Segundo a ministra, "ao longo dos últimos 5 anos, o Estado investiu mais de 65 milhões de euros em obras de arte".

De acordo com dados do Ministério da Cultura, a Coleção de Arte Contemporânea do Estado é composta por 1225 obras, incluindo 196 do antigo BPN, 85 de Juan Miró e 6 de Vieira da Silva.

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