Morreu Sérgio Ricardo, expoente da bossa nova e do cinema novo

Artista morreu com insuficiência cardíaca no Rio de Janeiro.

O músico, compositor, escritor e cineasta João Lutfi, conhecido no meio artístico como Sérgio Ricardo, e que nas décadas de 1950 e 1960 se destacou na bossa nova e no cinema novo, morreu esta quinta-feira na cidade brasileira do Rio de Janeiro.

A filha Adriana Lutfi contou ao portal de notícias G1 que Sérgio Ricardo se tinha curado de uma infeção causada pelo novo coronavírus em abril, mas precisou de permanecer no hospital. Morreu no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, com insuficiência cardíaca.

A notícia da morte foi confirmada no perfil do artista na rede social Instagram.

"Amigos queridos. Hoje pela manhã partiu nosso mestre Sérgio Ricardo, nosso amado João Lutfi, aos 88 anos de muita arte, resistência e, acima de tudo, muito amor. Suas expressões nos deram e darão ainda muita alegria, mas até os mais inspiradores guerreiros precisam descansar", lê-se na publicação.

Nascido em 1932, na cidade brasileira de Marília, interior de São Paulo, Sérgio Ricardo começou a estudar música aos 8 anos de idade.

Ainda jovem mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou a carreira profissional como pianista e conheceu outros músicos icónicos da bossa nova como Tom Jobim.

O músico compôs a trilha sonora dos filmes Deus e o Diabo na Terra do Sol e de Terra em Transe, dirigidos por Glauber Rocha, e produziu outras canções que marcaram a música brasileira como Zelão, Folha de Papel, Esse Mundo é Meu, entre outras.

Sérgio Ricardo apresentou-se no famoso Festival da Bossa Nova do Carnegie Hall de 1962, em Nova Iorque.

Ele também ficou famoso por ter partido um violão no Terceiro Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, em 1967, que posteriormente atirou à plateia após ser vaiado.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de