Teatro Nacional São João recebe profissionais de saúde e proteção civil de forma gratuita

É noite de estreia e requer muitos cuidados, mas médicos, enfermeiros, bombeiros e profissionais da proteção civil serão os primeiros a entrar na sala de espetáculos ao fim de três meses de paragem.

O Teatro Nacional São João, no Porto, volta a abrir portas depois de ter vivido sem público durante três meses. O palco vai ganhar vida esta noite, com "Castro", uma récita de António Ferreira, com encenação de Nuno Cardoso.

Além de ser uma noite de festa, será também uma noite de homenagem e agradecimento. Até domingo, as três sessões deste espetáculo serão gratuitas e destinadas aos profissionais de saúde e de proteção civil que estão envolvidos no combate à Covid-19.

Pedro Sobrado, presidente do Teatro Nacional São João, afirma que se trata de uma questão de justiça. "Quisemos recomeçar com aqueles que nos querem bem - e estou a referir-me aos amigos do Teatro Nacional São João, que é o público mais fiel deste teatro agora centenário - e quisemos também recomeçar com aqueles que nos tratam bem e que têm tratado tão bem de nós durante esta crise de saúde pública, dos nossos profissionais de saúde e da proteção civil."

"Nós decidimos convidar médicos, enfermeiros, bombeiros, profissionais da Proteção Civil, trabalhadores da nossa República, para a reabertura do Teatro Nacional São João, que também lhes pertence", vinca.

Em contagem decrescente para a reabertura, a equipa do Teatro Nacional São João está preparada para receber público. Pedro Sobrado sublinha que é essa a essência de um espaço de cultura: a troca de experiências entre quem atua e quem assiste. "O teatro não renuncia à copresença, à presença simultânea de pessoas diante de pessoas. Estes meses volvidos, estamos a sentir uma particular alegria em voltarmos a estar juntos."

Por esta altura, haverá "regras muito especiais" para o público e equipa técnica. O plano de segurança prevê que a lotação seja reduzida a metade, ou seja, o Teatro São João não vai poder receber mais de duas centenas de pessoas. No Teatro Carlos Alberto, haverá uma estreia em agosto, com cem lugares. Haverá ainda uma "desinfeção completa antes e depois dos espetáculos".

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