5G: o árbitro devia afastar-se

O presidente da APDC diz que a ANACOM não dialoga, e por isso, deve sair pelo próprio pé, para permitir uma solução. O atraso no leilão 5G, já está a travar o investimento.

Na semana em que o primeiro-ministro criticou as regras do leilão das frequências da 5.ª geração das comunicações móveis (5G), que dura há meses, sem fim à vista, o presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações sugeriu, na TSF, que João Cadete de Matos - o presidente da administração da ANACOM - se demitisse do cargo para permitir que haja uma solução.

Rogério Carapuça lembrou as queixas das operadoras sobre a falta de diálogo do regulador, e reconheceu que as regras dificultam o investimento.

Por isso, a solução seria o próprio Cadete de Matos pedir demissão, para que "venha alguém resolver o problema".

Rogério Carapuça compara a situação com um jogo, em que o árbitro tem a última palavra, e explica que a responsabilidade do "prolongamento do leilão não pode ser atribuída aos jogadores", ou seja, aos operadores.

O presidente da APDC alerta para os prejuízos que o país já está a ter com este atraso, lembrando que o leilão começou quando os outros países já tinham a situação resolvida.

Agora, há investimentos que estão a ser travados, porque empresas que querem lançar produtos que dependem do 5G não o estão a fazer em Portugal por falta de infraestrutura.

Sobre a declaração desta semana do primeiro-ministro, criticando a lentidão do processo, Rogério Carapuça saúda o que chama de "tomada de consciência", mas confessa que "não fica surpreendido".

Esta semana, para lá das críticas do primeiro-ministro ao atraso no fim do leilão das frequências 5G, também a NOS e o eurodeputado e candidato a líder do PSD Paulo Rangel pediram a demissão da administração da ANACOM, o regulador das comunicações.

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