Aposta do Programa de Estabilidade na "bazuca" não é certa

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) critica a aposta total do Programa de Estabilidade no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O Programa de Estabilidade entregue esta sexta-feira no parlamento pelo Governo tem uma aposta forte no Plano de Recuperação e isso é criticado pelo CFP. No parecer que o CFP fez a comentar o Programa de Estabilidade, o organismo liderado por Nazaré da Costa Cabral fala de incerteza para para o caracterizar o cenário mais vincado pelo Programa de Estabilidade.

O PRR é o motor apresentado pelo ministério das Finanças no Programa de Estabilidade para aumentar a riqueza do país nos próximos anos.

CONSULTE AQUI O PARECER DO CONSELHO DAS FINANÇAS PÚBLICAS

O modelo desenvolvido mostra que cada euro investido até 2026 no âmbito da chamada "bazuca" Europeia de 16 mil milhões de euros "traduz-se num ganho acumulado cinco vezes superior ao longo dos próximos 20 anos".

Já para os primeiros cinco anos, cada euro investido no PRR traduz-se num impacto no PIB de 1,40 euros. E, ao fim de 10 anos, em 2031, as contas com Plano de Recuperação melhoram o PIB em mais 2,2%.

A argumentação otimista do Ministério das Finanças é contrariada pelo Conselho das Finanças Públicas que lembra, "o PRR encontra-se ainda em negociação com a Comissão Europeia e ainda não foi submetida a versão final que será sujeita à aprovação do Conselho".

Por outro lado, "não foram identificados projetos nacionais de investimento que permitam dinamizar os montantes relatado pelo Ministério das Finanças para este ano".

O organismo liderado por Nazaré da Costa Cabral adianta que "a falta de maior detalhe sobre a natureza e os montantes das medidas concretas aumentam a incerteza sobre as perspetivas de crescimento da economia portuguesa no médio prazo", conclui.

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