Deloitte contesta aspetos técnicos apontados e vai impugnar multa da CMVM

Auditora garante que fez o seu trabalho com "diligência, no respeito pelas normas de auditoria aplicáveis", tendo adotado o "seu melhor julgamento profissional".

A Deloitte afirma que os aspetos técnicos apontados pela CMVM na decisão de multar em 100 mil euros a consultora por falhas na auditoria à PT não põem em causa o trabalho feito, pelo que vai impugnar a decisão.

"Os aspetos identificados pela CMVM [Comissão do Mercado de Valores Mobiliários] são de natureza técnica e dizem respeito essencialmente a procedimentos relacionados com a documentação do trabalho realizado, não colocando em causa o nosso relatório de auditoria", apontou fonte oficial da Deloitte, em resposta escrita à Lusa.

A empresa disse ainda ter realizado o seu trabalho "com diligência, no respeito pelas normas de auditoria aplicáveis", garantindo ter adotado o "seu melhor julgamento profissional".

Neste sentido, a Deloitte decidiu impugnar a multa aplicada pelo regulador.

A CMVM aplicou uma coima de 100.000 euros à Deloitte por violação dos deveres numa auditoria, anunciou o regulador, sendo que a decisão se refere às contas da Portugal Telecom (PT) de 2013, segundo fontes ligadas ao processo.

"[...] Deliberou o Conselho de Administração da CMVM [Comissão do Mercado de Valores Mobiliários] aplicar à arguida uma coima única de 100.000 euros", lê-se numa decisão de contraordenação hoje divulgada pelo regulador, que já foi impugnada judicialmente.

Segundo o mesmo documento, no âmbito da revisão legal de contas e demonstrações financeiras, a empresa "não documentou adequadamente" a análise efetuada e os respetivos fundamentos relativos a conclusões como "a correção de informação divulgada em nota explicativa" ou a imparidade de instrumentos financeiros de dívida relevados no balanço da Portugal Telecom (PT).

"A Deloitte rege-se pelos mais elevados padrões de exigência e profissionalismo, e mantém o seu compromisso na entrega de serviços de auditoria de qualidade, que promovam a confiança na profissão e no relato financeiro das entidades", acrescenta a consultora à Lusa.

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