Despedimento coletivo na Altice. Providências cautelares já deram entrada nos tribunais

As quatro providências de trabalhadores cautelares avançaram em Vila Real, Lisboa, Porto e Portalegre.

O Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Altice em Portugal (STPT) anunciou esta quarta-feira terem sido entregues nos tribunais do trabalho de Vila Real, Lisboa, Porto e Portalegre quatro providências cautelares para suspender o despedimento coletivo de trabalhadores da Meo.

"Deram entrada nos tribunais do trabalho [Vila Real, Lisboa, Porto e Portalegre] quatro providências cautelares que têm por objetivo suspender o despedimento coletivo de trabalhadores da Meo que tinham condições para as instaurar", refere o STPT em comunicado.

Segundo salienta, nos fundamentos das providências cautelares entregues é "absolutamente evidente" a "facilidade legal de montar a engenharia económica e jurídica de um despedimento coletivo por parte da Meo".

O presidente do sindicato, Jorge Félix, considera que há razões para estes 204 trabalhadores não aceitarem o despedimento coletivo.

"Consumado que lamentavelmente está o processo de despedimento por vontade da empresa, lamentavelmente com o silêncio do Governo, só nos restou recorrer aos tribunais e neste caso, como é evidente. Consideramos que há razões suficientes para recorrer à providência cautelar e é isso que estamos a fazer, em várias partes do país", explicou à TSF Jorge Félix.

O sindicato afirma ainda que é fácil, para as grandes empresas como a Altice, fazerem despedimentos em Portugal e é flagrante a desigualdade de armas legais entre as grandes empresas e os trabalhadores.

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