Governo propõe aumentos salariais de 0,9% na função pública

Estruturas sindicais reuniram-se com equipa do Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública. Custo total do aumento ronda os 225 milhões de euros.

O Governo propôs esta quinta-feira aos sindicatos da função pública uma atualização salarial de 0,9% para o próximo ano, segundo disse o líder da Frente Comum, Sebastião Santana.

O dirigente sindical falava aos jornalistas à saída de uma reunião no Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública, em Lisboa, sobre a negociação anual, onde constam matérias do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

Esta é a segunda ronda negocial entre a equipa do Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública e as três estruturas sindicais, depois de, na segunda-feira, as negociações terem arrancado sem que o Governo tenha apresentado uma proposta de aumentos salariais.

Aumentos vão custar 225 milhões de euros

A proposta de aumentos salariais para a função pública em 2022, apresentada aos sindicatos, vai custar cerca de 225 milhões de euros brutos, disse hoje a presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos, Helena Rodrigues, citando dados do Governo.

Helena Rodrigues falava aos jornalistas à saída da segunda ronda negocial, no Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública, sobre o Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), onde o Governo apresentou uma proposta de atualização salarial de 0,9%, segundo as estruturas sindicais.

Segundo a líder sindical, o executivo apresentou um "encargo orçamental bruto [sem contar com a receita de impostos e contribuições para o Estado] de 225 milhões de euros".

Porém, a presidente do STE considerou que o valor está "sobrestimado".

Apesar de considerar que a proposta, em linha com a inflação prevista, fica aquém do que a estrutura pretendia (3%) e que não permite uma recuperação do poder de compra, Helena Rodrigues disse valorizar o sinal dado pelo Governo.

"Não é aquilo que pretendíamos [...], mas já se aproximou do que é um processo negocial, é um primeiro passo", considerou a sindicalista.

Sobre as outras matérias, nomeadamente a valorização do salário de entrada dos técnicos superiores, prometida pelo Governo, a presidente do STE indicou que estas "alterações estruturais" serão negociadas "a partir de agora, mas produzirão efeitos em 2023", no entender do sindicato.

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