Mais compras online e cartões sem contacto. Quebra no consumo foi menor no segundo confinamento

A queda nas operações (compras em loja, compras online e levantamentos) foi de 50% em relação à queda registada no período do primeiro confinamento, entre 18 de março e 3 de maio de 2020.

Um estudo realizado pela SIBS sobre o consumo em Portugal nos primeiros 365 dias de pandemia mostra que entre 15 de janeiro e 17 de março deste ano (período do segundo confinamento), a queda no total de operações (compras em loja, compras online e levantamentos) foi de cerca 50% em relação à queda registada no período do primeiro confinamento, entre 18 de março e 3 de maio de 2020. Além disso durante o ano de pandemia registou-se um aumento de 8% das compras online e quadruplicaram os pagamentos em loja sem contacto físico (cartões contactless e MB WAY).

O termo comparativo é o período a que os autores do estudo da SIBS chamam "antigo normal". Assim, em relação ao "antigo normal" verifica-se uma quebra superior a 40% no total de operações realizadas no primeiro estado de emergência decretado a 18 de março e na fase que se seguiram houve uma recuperação com com quebras à volta dos 10%. Mas quando Portugal voltou a confinar o consumo não caiu tanto como no primeiro confinamento, a descida rondou os 20%. Gonçalo Amaro, Diretor de Digital & e-Commerce da SIBS acredita que este dado significa que houve uma adaptação dos portugueses à nova realidade.

No comércio presencial, o estudo da SIBS revela um crescimento sustentável do comércio de proximidade durante a pandemia. Mercearias, minimercados e outras lojas de produtos alimentares, bebida e tabaco cresceram contraciclo, enquanto setores como os transportes públicos, as lojas de moda e acessórios, os restaurantes e os hotéis verificaram quedas superiores a 50%.

Outro destaque do estudo tem a ver com o aumento das compras online. Gonçalo Amaro conta que " o e-commerce teve um aumento muito significativo passando de um peso de 10% das compras no antigo normal para 18%". " Isto mostra que houve aqui um esforço muito grande das empresas para se transformarem e crescerem nos seus negócios online e os portugueses a procurarem canais alternativos de consumo." No período anterior à pandemia, os comerciantes portugueses representavam 28% do total de compras online e agora já representam perto de 40% e quanto aos consumidores verificou-se um aumento de 10 para 8% da aquisição de bens via internet e aumentou também a frequência de compras por esta via.

Outra tendência que ganhou força com a pandemia foi a da utilização de meios de pagamento sem contacto físico nas compras em loja. As compras com cartões contactless e MB WAY destacam-se com um crescimento contínuo ao longo de todo o período analisado análise. No caso do MB WAY, verifica-se um crescimento duas a quatro vezes superior ao período homólogo e no caso dos cartões contactless passaram a ser utilizados em quatro em cada 10 pagamentos no segundo confinamento. Antes da pandemia, apenas um em cada 10 pagamentos eram feitos com cartões sem contacto. Para Gonçalo Amaro, este é um sinal de que as pessoas estão a procurar cada vez mais soluções móveis, convenientes e seguras.

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