"Hoje é o último capítulo de uma crise política desnecessária e prejudicial"

O ministro das Finanças sublinhou que o emprego "está num valor recorde" e prova que "a economia portuguesa" é bem vista pelos parceiros.

Antes da aprovação do Orçamento do Estado, para fechar o debate, teve a palavra o ministro das Finanças, Fernando Medina, que sublinhou a negociação com a oposição, "numa maioria de diálogo". O ministro enfatizou ainda que, depois da dissolução do Parlamento, este "é o último capítulo de uma crise política desnecessária e prejudicial".

Fernando Medina começou por lembrar que "as oposições se uniram para chumbar o Orçamento do Estado, abrindo uma crise política no pior momento possível". O ministro recordou que a pandemia ainda não estava ultrapassada, e o aumento da inflação já era uma realidade.

"Foi tempo perdido. Meses com a administração pública diminuída dos meios. Tempo perdido para os pensionistas que não viram o reforço das pensões. Tempo perdido para os jovens e para as famílias da classe média", atira.

O ministro diz que hoje "é o último capítulo de um crise política desnecessária", passando a partir de hoje o Governo a ter todas as ferramentas "para recuperar o tempo perdido".

"Hoje é o dia em que avança em pleno os apoios ao choque energética. Com este Orçamento, atacamos os efeitos da inflação como devem ser atacados. É por ação deste Governo que todos beneficiam de um apoio para minorar o aumento dos preços dos combustíveis", lembra.

Entre o leque de apoios, Medina lembra que o aumento do salário mínimo já está em vigor desde o início do ano, com um Orçamento "em que os trabalhadores da administração pública vão ver a massa salarial a aumentar".

"Prosseguiremos o caminho da redução do défice. A melhor resposta para responder ao país", atira.

O objetivo é retirar Portugal "do pódio" dos países mais endividados, com um documento "que responder às necessidades do país".

Medina garante que "o diálogo e a cooperação continuam" e, "ao contrário de alguns", o Governo não desvaloriza os acordos anteriores, numa indireta ao PCP e Bloco de Esquerda.

O ministro nota que com PAN e Livre, o Governo negociou novas medidas para modernizar o país, assim "como uma proposta da Iniciativa Liberal e outra do PSD".

"Com este Orçamento vai ser possível avançar com o processo de descentralização, que já está em curso", diz.

Medina anuncia medidas para "baixar custos de contexto, para tornar a economia mais atrativa"

O ministro das Finanças, Fernando Medina, entende que "todos os que quiseram negociar encontraram uma porta aberta", argumentando que o Governo "é uma maioria de diálogo", que contou com os aplausos da bancada do PS.

O ministro sublinha que "o turismo recupera", com milhões de pessoas "a desembarcarem nos aeroportos nacionais", aproximando o país dos valores pré-pandemia.

Assim como no emprego, diz Fernando Medina, "que está num valor recorde" e prova que "a economia portuguesa" é bem vista pelos parceiros.

"Assistimos ao abrandamento do processo de globalização que marcou as últimas décadas. As políticas da Europa estão já a ganhar peso na energia e alimentação", nota.

Com a aprovação do Orçamento, Medina sustente que "se abre um novo ciclo" para o Governo, que será assente "nas reformas necessárias".

"Avançaremos na agenda do trabalho digno, na simplificação de licenciamentos, na construção mais plena do nosso Estado social", atirou.

Sobre o trabalho digno, Medina reforça que "vamos continuar a valorizar o trabalho e diminuir as desigualdades", terminando com os trabalhadores precários".

"Portugal foi um país de emigrantes, hoje, está claro que também Portugal terá a ganhar em receber mais emigrantes", diz, com muitos aplausos da bancada socialista.

Fernando Medina diz que, nas próximas semanas, vão ser implementadas várias medidas para "baixar custos de contexto, para tornar a economia mais atrativa para o investimento nacional e externo".

O ministro sublinha, mais uma vez, que se fecha "o último capítulo de uma crise política", ficando o Governo com todos os ferramentas "para um novo ciclo com reformas que estimulam o trabalho".

"Abraçamos novos compromissos, com os mesmo objetivos de sempre: servir Portugal e os portugueses", atirou.

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