Patrões da hotelaria e ministro da Economia recebidos com protestos de trabalhadores

À porta do Congresso de Hotelaria e Turismo, organizado pela Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), o Sindicato de Hotelaria fez um protesto ruidoso reivindicando melhores salários e condições de trabalho.

"Mais de 80% dos trabalhadores de hotelaria recebem o salário mínimo nacional", gritava um sindicalista ao megafone. "O que a associação patronal pretende é importar trabalhadores para continuar a pagar esses salários miseráveis", continuava. O sindicato respondia assim à afirmação do presidente da AHP que ontem afirmou ser urgente recrutar mão-de-obra para o setor, apresentando como opções os países da Comunidade de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) e as Filipinas, como possíveis locais para recrutar buscar trabalhadores. "Estamos aqui hoje para denunciar que a AHP não negoceia a tabela salarial desde 2008", acrescentava o sindicalista.

O ministro da Economia passou pelos manifestantes sem lhes responder, mas lá dentro já tinha deixado declarações aos jornalistas que podem ser entendidas como um recado aos patrões da hotelaria. "A economia está a recuperar e a crescer bem, se nos queremos projetar como um país de futuro precisamos de criar não só mais empregos, mas melhores empregos para toda a gente", respondeu.

Quanto ao futuro do turismo, o lema do congresso, Pedro Siza Vieira espera que o país não esteja longe de atingir os níveis de 2019. No entanto, essa meta ainda não está ao alcance. "Vamos chegar ao final deste ano com receitas turísticas a 50% do que tínhamos em 2019, estamos ao nível de 12 anos atrás", afirmou o ministro." Temos que assegurar que as cicatrizes saram depressa e estamos a fazê-lo com confiança", concluiu.

Aos hoteleiros garantiu que espera até final deste mês de novembro ter a linha de 150 milhões de euros disponíveis nas instituições de crédito para reforçar a "oferta turística", bem como até final do ano ter uma linha de recapitalização estratégica disponível para as empresas do setor.

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