Processo do Novo Banco foi "penoso" e "uma lição que todos temos que aprender"

Mário Centeno lembrou que "são sete anos praticamente decorridos desde o dia da resolução" do BES, que ocorreu em agosto de 2014, , sendo "um processo difícil em qualquer latitude".

O governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, disse esta terça-feira que o processo do Novo Banco foi "penoso socialmente, politicamente, financeiramente", e "uma lição" para todos os envolvidos.

"É penoso socialmente, politicamente, financeiramente, em termos de todo o processo que envolve o sistema bancário, e portanto é uma lição que todos temos que aprender", disse hoje Mário Centeno no parlamento.

O governador do BdP e antigo ministro das Finanças falava na sua audição da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução.

Mário Centeno lembrou que "são sete anos praticamente decorridos desde o dia da resolução" do BES, que ocorreu em agosto de 2014, sendo "um processo difícil em qualquer latitude, em qualquer país, e em qualquer jurisdição financeira, política, bancária".

"Sete anos é muito tempo, de facto. E é isso, para mim, pessoalmente, neste momento como governador do Banco de Portugal, e nas funções anteriores que ocupei, aquilo que mais define este processo", disse o líder do banco central acerca do tempo passado.

Mário Centeno também lembrou o não recurso do BES às linhas de capitalização pública disponibilizadas durante o Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), conhecido como 'troika', durante o governo de Pedro Passos Coelho (PSD/CDS-PP).

"Isso é um momento-chave numa intervenção precoce, se pudéssemos tê-la feito, no Banco Espírito Santo. Havia os meios financeiros, havia o enquadramento institucional para o fazer, e havia uma compreensão de todos os intervenientes, de todos os agentes do setor, da importância de saírmos da crise com um sistema financeiro capaz", referiu.

Respondendo ao deputado João Paulo Correia (PS), Mário Centeno observou que "não foi isso que aconteceu no Banco Espírito Santo, portanto quando chegamos ao momento da resolução, temos de facto um conjunto de ativos de menor qualidade".

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