Proveitos do alojamento turístico crescem 33% até setembro e ultrapassam total de 2020

No entanto, comparando com o mesmo período de 2019, antes da pandemia de Covid-19, os proveitos totais recuaram 53% e os relativos a aposento diminuíram 52,7%.

Os proveitos do alojamento turístico cresceram 33,3% de janeiro a setembro, para 1.629.900 milhões de euros, ultrapassando o valor registado para a totalidade de 2020, divulgou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

"Nos primeiros nove meses do ano, os proveitos registaram crescimentos de 33,3% no total e 35,3% relativos a aposento", para um total de 1.629.900 e 1.244.700 milhões de euros, respetivamente, concluiu o INE.

No entanto, quando comparando com o mesmo período de 2019, antes da pandemia de Covid-19, os proveitos totais recuaram 53% e os relativos a aposento diminuíram 52,7%.

Nos primeiros nove meses do ano, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento: hotelaria, com aumentos de 32,3% e 34,3%, respetivamente (peso de 85,2% e 83,5% no total do alojamento turístico, pela mesma ordem); estabelecimentos de alojamento local, com subidas de 37,1% e 41,5% (quotas de 8,6% e 10,1%) e o turismo no espaço rural e de habitação, com aumentos de registou aumentos de 44% e 38,4% (representatividade de 6,2% e 6,4%).

Já no mês de setembro, os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 355,5 milhões de euros no total e 268,6 milhões de euros relativamente a aposento.

Contudo, numa análise comparativa com o mesmo mês de 2019, considerado o melhor ano do turismo em Portugal, os proveitos totais diminuíram 29,1% e os relativos a aposento decresceram 29,8%.

O Algarve concentrou 36% dos proveitos totais e 36,1% dos relativos a aposento em setembro, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa (20,2% e 21,1%, pela mesma ordem) e o Norte (13,6% e 13,9%, respetivamente).

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 47,9 euros em setembro, tendo aumentado 58,2%, quando em setembro de 2019 o RevPAR tinha sido de 66,3 euros.

Os valores de RevPAR mais elevados foram registados no Algarve (63,6 euros), Madeira (58,9 euros) e Açores (53,8 euros).

Já nos primeiros nove meses de 2021, o RevPAR aumentou 24,5%, com crescimentos de 26,2% na hotelaria, 23,3% no alojamento local e 13,9% no turismo no espaço rural e de habitação.

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 92 euros em setembro, tendo crescido 12,4%, quando em setembro de 2019, o ADR tinha sido de 97,2 euros.

Por fim, a taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico (44,0%) aumentou 13,2 pontos percentuais em setembro (+14,7 pontos em agosto), quando em setembro de 2019, a taxa líquida de ocupação-cama tinha sido de 57,6%.

Em setembro, as taxas de ocupação-cama mais elevadas registaram-se na Madeira (66,7%), Açores (54,1%) e Algarve (48,9%).

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