Patrões satisfeitos com novo executivo e subida de Siza Vieira a número 2
Os patrões mostraram-se esta quarta-feira satisfeitos com o novo elenco governativo apresentado pelo primeiro-ministro, António Costa, destacando, pela positiva, a passagem "a número dois" do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, e elogiaram a melhoria das previsões macroeconómicas.
À saída da reunião de Comissão Permanente de Concertação Social de preparação para o Conselho Europeu que arranca na quinta-feira em Bruxelas, o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, destacou a "maior aposta na Economia e menos no Orçamento", com a passagem de Siza Vieira a "número dois".
Recondução de Eduardo Cabrita: GNR condena, bombeiros aplaudem
A Associação dos Profissionais da Guarda não ficou satisfeita com a recondução de Eduardo Cabrita no Ministério da Administração Interna, enquanto a Liga de Bombeiros fala numa "boa opção".
Já a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia diz à TSF que tanto faz quem é o ministro, desde que "cumpra".
Uma equipa coesa e experiente, segundo Vasco Cordeiro
O presidente do Governo dos Açores considerou esta quarta-feira que a composição do XXII Governo Constitucional evidencia qualidades como a coesão da equipa, a experiência e o conhecimento das áreas, apontando ainda "uma grande nota de esperança".
"E, dentro em breve, nos prazos legais, conheceremos o Programa do XXII Governo da República, o qual, naturalmente, resultará dos compromissos que os portugueses sufragaram por maioria", afirmou ainda Vasco Cordeiro.
Para Vasco Cordeiro, "concluída essa fase de formalização da entrada em funções do novo Governo da República, estarão reunidas todas as condições para, no que se refere aos Açores e em articulação com o Governo Regional, prosseguir o trabalho de resolução de matérias como a melhoria das condições dos serviços do Estado na Região, as questões relativas à Base das Lajes ou até a preparação do novo período de programação financeira de apoio, sem esquecer situações urgentes, como o apoio à reconstrução de infraestruturas destruídas pelo furacão Lorenzo".
O presidente do Governo Regional deixou ainda "uma referência especial ao novo ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos", um "açoriano de coração e por convicção, cuja sensibilidade, conhecimento e competência sobre as matérias que vai tutelar e, em especial, o seu conhecimento sobre o Mar dos Açores, auspiciam um mandato de sucesso", sustenta.
Ana Mendes Godinho é "completamente diferente de Vieira da Silva, jovem e ambiciosa"
O presidente da Confederação do Turismo de Portugal tem boas expectativas quanto à nova ministra do Trabalho.
Francisco Calheiros prevê que Ana Mendes Godinho vá desempenhar bem as novas funções, a avaliar pelo trabalho dos últimos quatro anos no cargo de secretária de Estado do Turismo.
"É uma pessoa completamente diferente do ministro Vieira da Silva. É uma jovem, ambiciosa no bom sentido, que desempenhou um ótimo papel no turismo", descreve.
Francisco Calheiros deixou o desejo de uma legislatura positiva à ministra recém-empossada: "Desejo-lhe a maior sorte, e as expectativas são boas."
"Não se trata de uma negociadora difícil, mas, nestes quatro anos de turismo, conseguiu fazer-se uma belíssima parceria público-privada. Um dois segredos para que as coisas corressem tão bem foi ter havido um ótimo atendimento entre a Secretaria de Estado do Turismo de Portugal e a confederação", referiu ainda, à entrada para a reunião da comissão parlamentar da concertação social, esta quarta-feira reunida.
Funcionários Judiciais esperam que ministra da Justiça retome negociações
Os funcionários judiciais esperam que a ministra da Justiça retome, rapidamente, a negociação sobre o estatuto profissional da carreira. Se não o fizer, será uma afronta, avisa Fernando Jorge, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais.
Questionado sobre a recondução de Francisca Van Dunem no cargo de ministra da Justiça, Fernando Jorge expressou a expectativa de que, nesta nova legislatura, a governante volte a dialogar com os funcionários judiciais sobre o estatuto da profissão.
"Aquilo que esperamos é que a ministra, agora, retome o diálogo, retome a negociação, e que se complete isto", declarou. "Nós não queremos acreditar que a sra. ministra não vá concluir este processo, porque, se não o fizer, era mais uma afronta."
O dirigente sindical recorda que este é o único dossier que falta encerrar no âmbito da revisão das carreiras no setor da Justiça.
"O único estatuto que ficou por completar, por decisão unilateral do Ministério da Justiça, foi o nosso", lembrou Fernando Jorge.
"O Ministério da Justiça resolveu o problema dos estatutos dos magistrados - quer dos procuradores, quer dos juízes - e havia o compromisso de o nosso também ficar resolvido nesta legislatura que terminou, e isso não aconteceu", apontou. "Sempre considerámos a sra. ministra uma pessoa de boa-fé e séria, portanto, vamos ver se esta legislatura resolve os problemas que temos em cima da mesa."
Magistrados satisfeitos com recondução da ministra da Justiça
O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considera que a aposta na continuidade, na pasta da Justiça, foi a melhor opção por parte de António Costa.
António Ventinhas, presidente do SMMP, defendeu que Francisca Van Dunem continua a ser a pessoa mais indicada para o cargo de ministra da Justiça.
"No que diz respeito à recondução [de Francisca Van Dunem], deixou-nos satisfeitos. É uma pessoa que conhece o setor e tem capacidade de diálogo, portanto, neste momento, era a melhor opção", disse António Ventinhas.
O dirigente sindical expressou ainda o desejo de que a ministra possa "continuar a dialogar e a trabalhar consecutivamente para uma melhor Justiça".
"Espero que lhe sejam dadas melhores condições para o exercício do seu cargo - pois sabemos que um ministro não consegue levar a cabo a sua missão se não tiver o apoio do Governo, designadamente os apoios financeiros para a concretizar", lembrou António Ventinhas.
Agricultores criticam transição das Florestas para o Ministério do Ambiente
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) não concorda com a decisão de António Costa de passar a pasta das Florestas, que pertencia ao Ministério da Agricultura, para o Ministério do Ambiente e da Ação Climática.
O presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa, considera que esta transição da pasta não é coerente com a divisão dos programas de política agrícola, ao nível internacional.
"Teria mais cabimento o Ministério da Agricultura ter ficado com o setor das Florestas, como foi a vida toda. A Direção-Geral das Florestas era o 'peso pesado' da Agricultura", comentou Eduardo Oliveira e Sousa.
"Passa a ser uma visão individualizada que, na nossa perspetiva, não tem a mesma coerência. Por exemplo, ao nível dos programas de investimento e da gestão das medidas agroambientais, os assuntos da floresta estão dentro dos programas relacionados com os pacotes agrícolas, estão dentro da Política Agrícola Comum", explicou.
Transições de pastas à parte, os agricultores mostram-se expectantes com a chegada de uma nova ministra.
"[Maria do Céu Albuquerque] vai entrar numa altura em que o Ministério da Agricultura vai estar envolvido em temáticas muito abrangentes e muito complexas, como a questão da Política Agrícola Comum, que não tem ainda um orçamento encerrado, e do Programa de Desenvolvimento Rural, que é muito importante e precisa de ser revigorado e adaptado aos novos quadros. Por isso, há uma expectativa grande", sublinhou o presidente da CAP.
Empresários exaltam maior preponderância do Ministério da Economia
O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, defende que o modelo de desenvolvimento é o mais relevante na formação do novo Governo e elogia o "papel mais preponderante" desempenhado pela Economia.
Questionado sobre os ministros escolhidos por António Costa para a constituição do próximo Governo, António Saraiva lembrou que "não há pessoas insubstituíveis", embora algumas sejam "mais difíceis de substituir do que outras".
O representante dos empresários considera, no entanto, que mais do que os rostos em casa ministério, são as políticas a seguir.
"O mais importante são as políticas, o modelo de desenvolvimento, mais do que o responsável pela pasta, e não deixo de registar, com agrado, que a Economia assumirá um papel mais preponderante na responsabilidade governativa", concluiu.
CGTP preocupada com as políticas, não com os nomes dos ministros
A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP) declara que não atribui relevo a quem são os ministros que assumem as pastas no novo Governo, mas, sim, às políticas que estes procurem seguir.
Questionado sobre a indigitação de Ana Mendes Godinho, que será a próxima ministra do Trabalho, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, revelou preferir aguardar pela primeira reunião com a governante.
"Não nos pronunciamos sobre as pessoas em concreto, pronunciamo-nos sobre as políticas. Vamos aguardar pela primeira reunião com a sra. ministra", disse Arménio Carlos.
"O Governo sabe, neste momento, quais são as propostas e reivindicações da CGTP e, neste sentido, o que nós reclamamos é que não basta dizer que se quer acabar com o modelo de baixos salários e trabalho precário; é preciso tomar medidas para o poder erradicar. E esse modelo não será erradicado se continuarmos a ter uma legislação do trabalho que é, ela própria, fomentadora da redução de rendimentos, da generalização da precariedade e da desregulação dos horários", rematou.
UGT dá voto de confiança à nova ministra do Trabalho
O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Carlos Silva, mostra-se surpreeendido com a escolha de Ana Mendes Godinho para a pasta do Trabalho, mas dá um voto de confiança à nova ministra.
Apesar de reconhecer que Ana Mendes Godinho "fez um excelente trabalho" à frente da Secretaria de Estado do Turismo, Carlos Silva diz desconhecer "que experiência tem [a governante]" no campo do "Trabalho e da Concertação Social".
"Não podemos deixar de revelar surpresa com a indigitação de Ana Mendes Godinho para uma pasta complexa como é aquela que teve Vieira da Silva nos últimos quatro anos", admitiu o dirigente sindical.
"Não sei que experiência tem [Ana Mendes Godinho] nesta área do Trabalho e da Concertação Social. A única coisa que posso dizer é que temos de dar um voto de confiança à nova ministra indigitada e esperemos que traga para esta nova pasta a experiência, a credibilidade, a assertividade e intervenção que teve na pasta do Turismo", expressou.
"É a ministra que chamou criminosos aos enfermeiros"
A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, mostra-se insatisfeita com a recondução da ministra da Saúde, Marta Temido, no novo Governo.
Embora diga esperar outra disponibilidade por parte de Marta Temido para negociar com os enfermeiros, a bastonária afirma que os profissionais de saúde não esquecem o que já aconteceu no passado.
"Não sei o que sentirão os 75 mil enfermeiros relativamente à decisão do sr. primeiro-ministro. A decisão é dele, mas há uma coisa que os enfermeiros não esquecem: estamos a falar da ministra da Saúde que chamou criminosos aos enfermeiros", recordo Ana Rita Cavaco.
Quem vai governar Portugal? Conheça todos os ministros do novo Executivo
São cinco novos ministros, oito ministras e um Governo que espera passar os próximos quatros anos à frente dos destinos do país. O XXII Governo Constitucional foi, esta terça-feira, apresentado por António Costa ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Ana Abrunhosa, Alexandra Leitão, Ana Mendes Godinho, Maria do Céu Albuquerque e Ricardo Serrão Santos são os cinco novos ministros.
PEV pede a Matos Fernandes "ação transversal" contra alterações climáticas
O Partido Ecologista "Os Verdes" defendeu esta terça-feira que a assunção da designação da Ação Climática por parte do ministro do Ambiente, Matos Fernandes, "não deve ser vã", pedindo uma "ação transversal" sobre setores como os transportes e a agricultura.
"Esta designação não deve ser vã e deve levar o ministro em causa a ter uma ação transversal sobre um conjunto de setores com influência nos processos de mitigação e adaptação às alterações climáticas, como no setor dos transportes e da agricultura", defendeu o PEV, em comunicado.
O partido ecologista argumentou que esta "ação transversal deve incidir igualmente sobre um aberto pronunciamento, e ação consequente com objetivos de melhores padrões ambientais, por parte do ministro do Ambiente sobre medidas com grande impacto ambiental, como o crime ambiental que ameaça ser cometido com um novo aeroporto no Montijo, ou a exploração desenfreada de lítio".
FNAM espera que Marta Temido tenha "mais poderes" para negociar
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) disse esta terça-feira esperar que Marta Temido, que vai continuar como ministra da Saúde, tenha "mais poderes" para conseguir negociar "coisas mais importantes" para a carreira médica e para o Serviço Nacional de Saúde.
"A FNAM tem tido uma relação cordial com a Dra. Marta Temido e só esperamos que ela tenha muito mais poder do que tem tido para reverter o que se passa não só em relação à carreira médica como em relação ao Serviço Nacional de Saúde [SNS]", disse à agência Lusa o presidente da FNAM, João Proença.
João Proença explicou que a ministra precisa ter poder para negociar com os sindicatos médicos "uma grelha salarial condigna, uma dedicação exclusiva opcional e que haja gestão democrática nos hospitais e centros de saúde".
Associação sindical da PSP diz que MAI tem agora condições para cumprir promessas
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) disse esta terça-feira que, com a sua recondução, o ministro da Administração Interna (MAI) pode começar imediatamente a cumprir as promessas da anterior legislatura.
Paulo Rodrigues disse à agência Lusa, a propósito da recondução de Eduardo Cabrita para o MAI, pelo primeiro-ministro indigitado, António Costa, que "o facto de continuar o mesmo ministro vem de alguma forma beneficiar aquilo que é a ação do Governo", pois "como já conhece os problemas da polícia tem agora todas as condições para começar imediatamente a resolver aquilo que foi prometido".
"Parece-me que neste momento o Governo fica sem argumentos para dizer que desconhece os problemas da polícia, porque teve tempo para perceber quais eram os problemas, este ministro é o mesmo, portanto tem todas as condições de iniciar já a resolução de alguns problemas que ficaram só por promessas no anterior Governo", vincou.
Marcelo aceita novo Governo. Tomada de posse na próxima semana
A lista com a composição do novo Governo foi aceite pelo Presidente da República. Numa nota no site da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa explica que a tomada de posse do novo Executivo deverá ocorrer "na próxima semana".
"Um péssimo começo para o Governo socialista"
O líder do Chega e deputado eleito, André Ventura, criticou o Governo apresentado esta terça-feira ao Presidente da República pelo primeiro-ministro indigitado, considerando que o facto de ser o maior desde 1976 representa "uma vergonha para o erário público".
Numa nota enviada aos jornalistas, André Ventura refere que vê com "enorme estranheza e consternação" a apresentação "de um Governo com o maior número de ministros desde 1976".
"É uma vergonha para o erário público e para o esforço dos portugueses", salienta.
O deputado eleito fala também numa "enorme estupefação pela manutenção da ministra Marta Temido e do ministro Eduardo Cabrita nos respetivos cargos", à frente dos ministérios da Saúde e da Administração Interna, respetivamente.
"Quanto à saúde, é público e notório o estado em que se encontra, com carência de medicamentos para doenças extremamente relevantes", refere o dirigente do Chega, acrescentando que, "quando à Administração Interna, o caso das golas inflamáveis deveria ter sido mais do que suficiente para renovar toda a equipa".
Por isto, na ótica do Chega, este "é um péssimo começo para o Governo socialista".
Manuel Heitor tem "postura de diálogo"
O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) manifestou-se agradado com a continuidade de Manuel Heitor como ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, enaltecendo a sua "postura de diálogo".
"Fico agradado", afirmou à Lusa António Fontaínhas Fernandes, reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, sublinhando que Manuel Heitor, "além de conhecer o sistema" científico e universitário, "manteve uma postura de diálogo".
"É um ministro de diálogo que conhece os problemas e as soluções", defendeu o presidente do CRUP, destacando que "há todo um conjunto de projetos e estratégias" que Heitor lançou "que precisam de mais uma legislatura para concretizar".
Fenprof considera a decisão de manter o ministro da educação como "uma afronta"
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou que a continuidade de Tiago Brandão Rodrigues como ministro da Educação é "uma afronta e uma provocação" aos professores, referindo que "não tem méritos para continuar".
"Para os professores é sentido como uma afronta e uma provocação. Alguém que levou o confronto ao extremo em relação aos professores, levou à mesa que devia ser negocial a chantagem e que nos momentos em que era mais importante haver ministro da Educação não existiu", disse Mário Nogueira em declarações à agência Lusa.
O secretário-geral da Fenprof referiu que em vários problemas, como as greves dos professores ou problemas com os cortes ao financiamento dos colégios privados e a discussão da identidade de género, "quem deu a cara" foram os secretários de Estado.
"É uma pessoa que já conhecemos, que demonstrou ser incapaz de dialogar, negociar e enfrentar o protesto, não tendo solução para os problemas. Quem segurou nas pontas do Ministério da Educação nos últimos quatro anos foram os secretários de Estado", disse, acrescentando que as expectativas são "muito baixas".
Mário Nogueira disse ainda que desconhece quais os méritos que o ministro da Educação tem para continuar no cargo no próximo Governo.
"António Costa perdeu a oportunidade"
O bastonário da Ordem dos Médicos critica o facto de Marta Temido e Mário Centeno, os responsáveis pelo estado da Saúde, terem sido reconduzidos nos respetivos ministérios, Saúde e Finanças. Miguel Guimarães diz que o primeiro-ministro, António Costa perdeu "a oportunidade que os portugueses lhe deram" nas eleições para melhor o estado do setor.
O ministro da Educação remodelável que pode vir a ser recordista no cargo
Tiago Brandão Rodrigues, o jovem cientista outsider e sem experiência política que há quatro anos se estreou como ministro, é esta terça-feira candidato a governante que mais tempo tutelou a pasta da Educação em Portugal, apesar do mandato tumultuoso.
Recondução de Tiago Brandão Rodrigues "era expectável"
O presidente da Federação Nacional da Educação (FNE) disse esta terça-feira que a recondução do ministro da Educação "era bastante expectável" e considerou que Tiago Brandão Rodrigues tem a vantagem de conhecer os dossiês e problemas do setor.
"Era bastante expectável a continuidade", afirmou à agência Lusa João Dias da Silva, referindo que o ministro da Educação hoje proposto "tem a vantagem de conhecer os dossiês que estão por resolver, os problemas que estão identificados e que precisam de ser solucionados, particularmente os que dizem respeito às carreiras dos profissionais da educação, docentes e não docentes".
Para João Dias da Silva, "há necessidade de intervir no sentido de repor o prestígio da profissão docente, de a valorizar, de rejuvenescer a carreira docente", além de "resolver os constrangimentos relativos aos concursos para docentes e não docentes, para que as escolas tenham os funcionários de que necessitam".
Van Dunem repete presença à frente da Justiça
Francisca Van Dunem vai continuar à frente do Ministério da Justiça, agora no XXII Governo Constitucional, dirigido por António Costa, conforme a lista dos ministros do próximo executivo, divulgada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Esta ex-procuradora-geral distrital de Lisboa durante oito anos, que fez toda a carreira profissional como magistrada no Ministério Público, foi reconduzida à frente de uma das pastas mais expostas mediaticamente no governo anterior.
Contestação ao apoio às artes no início do novo mandato de Graça Fonseca
Graça Fonseca permanece como ministra da Cultura, de acordo com a proposta de Governo apresentada esta terça-feira pelo primeiro-ministro indigitado, e o seu segundo mandato pode já contar com contestação aos resultados provisórios nos concursos de apoio às artes.
Nelson de Souza mantém-se à frente da gestão dos fundos comunitários
Nelson de Souza mantém-se à frente da gestão dos fundos comunitários como ministro do Planeamento, uma área na qual tem vasta experiência, tendo liderado os programas QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) entre 2005 e 2011.
Nascido na Índia, em 1954, Nelson de Souza era ministro do Planeamento desde 17 de fevereiro último.
Manuel Heitor continua com as pastas da ciência e ensino superior
O ministro Manuel Heitor volta a assumir as pastas da Ciência, Tecnologia e do Ensino superior no novo governo socialista de António Costa, que foi hoje anunciado.
Professor catedrático do Instituto Superior Técnico, Manuel Heitor foi empossado como ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior do primeiro governo de António Costa em 26 de novembro de 2015.
Recondução de Van Dunem? "É positivo."
O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) congratulou-se com o facto de Francisca Van Dunem se manter como ministra da Justiça no novo Governo dirigido por António Costa, considerado que se tratou da "melhor opção".
"É um bom sinal. É positivo", declarou à agência Lusa António Ventinhas, justificando que Francisca Van Dunem (antiga magistrada do Ministério Público) é uma pessoa que "conhece bem o setor".
Segundo o presidente do SMMP, que negociou com a atual ministra a revisão do Estatuto do MP (já aprovado), Francisca Van Dunem é uma pessoa "com conhecimentos técnicos e com capacidade de diálogo".
"No contexto atual, é a melhor opção (para a Justiça", concluiu António Ventinhas.
Santos Silva sobe a ministro de Estado
Augusto Santos Silva, antigo titular da Defesa do último Governo de José Sócrates, voltou a ser escolhido para a pasta dos Negócios Estrangeiros por António Costa, desta vez também como ministro de Estado, na sexta vez que integra executivos.
Antes da diplomacia, Santos Silva, de 59 anos, ocupou a Defesa (2009-2011), depois de ter sido responsável pela articulação entre o Governo e Assembleia da República, enquanto ministro dos Assuntos Parlamentares (2005-2009), no primeiro executivo de José Sócrates.
Pedro Nuno Santos, o ministro que se bateu com os motoristas
Pedro Nuno Santos, um dos "jovens turcos" do PS, vai manter-se como ministro das Infraestruturas e da Habitação no novo Governo liderado por António Costa, cuja composição foi hoje anunciada.
Natural de S. João da Madeira, distrito de Aveiro, Pedro Nuno Santos tem 42 anos, sendo licenciado em Economia pelo ISEG, instituição da Universidade Técnica de Lisboa na qual foi presidente da Mesa da RGA (Reunião Geral de Alunos).
Duarte Cordeiro, Tiago Antunes e André Caldas, os secretários de Estado no Conselho de Ministros
Duarte Cordeiro, na pasta dos Assuntos Parlamentares, mantém o cargo, tal como Tiago Antunes, que será o secretário de Estado Adjunto do Primeiro-ministro. Já André Moz Caldas, foi chefe de gabinete do ministro das Finanças.
O "Cristiano Ronaldo das finanças" volta a assumir a pasta
Mário Centeno, hoje proposto novamente para liderar a pasta das Finanças no futuro Governo, que vai acumular como ministro de Estado, é presidente do Eurogrupo desde janeiro de 2018.
Nasceu em Olhão, no Algarve, em 1966, é licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG-Universidade de Lisboa), onde é professor catedrático, e doutorado em Economia pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América.
Eduardo Cabrita continua no MAI após assumir cargo a meio do mandato
Eduardo Cabrita foi esta terça-feira reconduzido como ministro da Administração Interna, cargo que assumiu a meio do mandato anterior, substituindo Constança Urbano de Sousa que se demitiu do cargo após os incêndios de 15 de outubro de 2017.
Mariana Vieira da Silva, uma socióloga que sobe a ministra de Estado
Mariana Vieira da Silva, considerada "braço-direito" de António Costa na última legislatura, mantém-se no elenco governativo, subindo a ministra de Estado com a tutela da Presidência, uma socióloga que chega ao núcleo central do executivo.
Na última remodelação ministerial da legislatura que agora termina, em fevereiro deste ano, Mariana Vieira da Silva passou de secretária de Estado Adjunta do primeiro-ministro (cargo que ocupava desde novembro de 2015) a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, substituindo no cargo Maria Manuel Leitão Marques que concorria então pelas listas do PS ao Parlamento Europeu.
Matos Fernandes com Ambiente, agora com Ação Climática
João Pedro Matos Fernandes mantém-se como ministro do Ambiente no novo governo anunciado hoje, mas num Ministério que muda o nome para Ambiente e Ação Climática.
Na composição do novo executivo de António Costa, Matos Fernandes é um dos repetentes, já que esteve no anterior Governo desde o início do mandato, primeiro como ministro do Ambiente, de novembro de 2015 a outubro de 2018, e depois como ministro do Ambiente e da Transição Energética, no último ano.
Pedro Siza Vieira, o ministro da Economia que sobe a "número dois" do Governo
Pedro Siza Vieira foi esta terça-feira proposto para ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, subindo a "número dois" da hierarquia do XXII Governo Constitucional. O advogado será um dos quatro ministros de Estado, juntamente com Augusto Santos Silva, Mariana Vieira da Silva e Mário Centeno, mantendo responsabilidades na Economia e assumindo a área da Transição Digital.
Ana Abrunhosa, uma nova ministra num novo ministério
Coesão Territorial é o nome de um dos novos ministérios do Governo. Quem vai liderar esta pasta é Ana Abrunhosa.
Eonomista de formação fez grande parte do percurso profissional na CCDR Centro onde chegou primeiro como vice-presidente e, mais tarde, foi nomeada presidente.
Nascida em Angola em 1970, Ana Abrunhosa doutorou-se na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra onde dá aulas e onde fez parte do Centro de Estudos Sociais como investigadora.
Chegou à CCDRC em 2008 para assumir a vice-presidência do organismo, mas só em 2014 foi nomeada presidente. Pelo meio, foi vogal executiva da Comissão Diretiva do Programa Operacional Regional do Centro - Mais Centro.
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"Coeso e de continuidade." É assim que Costa descreve novo Governo
Terminado o encontro com o Presidente da República, António Costa falou da lista dos novos membros do Governo, apresentada esta terça-feira.
"Trata-se de um Governo coeso, de continuidade em relação ao Governo que ainda está em funções e no qual procuramos reforçar o centro de Governo, tendo em conta que esta legislatura terá um período muito exigente, em que teremos de acumular com as funções de presidência da Comissão Europeia", afirmou António Costa.
Gomes Cravinho, o diplomata que se orgulha dos militares no estrangeiro
João Gomes Cravinho, académico e diplomata, vai continuar como ministro da Defesa Nacional, cargo que ocupa há um ano para substituir Azeredo Lopes, e orgulha-se dos militares portugueses no estrangeiro.
Nasceu em Lisboa em 16 de junho de 1964 e licenciou-se em Relações Internacionais pela London School of Economics do Reino Unido em 1986, onde obteve o título de mestre pela mesma instituição londrina de ensino um ano depois.
Depois de um ano de contestação, Marta Temido renova mandato na Saúde
Marta Temido continuará como ministra da Saúde no novo Governo, depois de em outubro do ano passado ter substituído no cargo Adalberto Campos Fernandes, num ano em que a agitação no setor não diminuiu.
A sucessora de Capoulas Santos na Agricultura
Chegou ao Governo em fevereiro para a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional. Neste novo Governo, Maria do Céu Albuquerque foi a escolhida para suceder a um dos ministros mais antigos, Capoulas Santos, na pasta da Agricultura.
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Alexandra Leitão sobe a ministra
A ex-secretária de Estado da Educação vai ser a titular da pasta da Modernização do Estado e Administração Pública.
Alexandra Leitão, dirigente socialista, foi no XXI Governo Constitucional secretária de Estado da Educação e nas últimas eleições legislativas foi cabeça de lista do PS no círculo de Santarém.
Na orgânica do anterior Governo, a pasta da Administração Pública estava na esfera do Ministério das Finanças, enquanto que a Modernização do Estado estava na Presidência do Conselho de Ministros.
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Maria do Céu Albuquerque, ministra da Agricultura
Ricardo Serrão Santos, ministro do Mar
Maria do Céu Albuquerque, até agora secretária de Estado do Desenvolvimento Rural, vai substituir na Agricultura Capoulas Santos, enquanto Ricardo Serrão Santos, ex-eurodeputado socialista, substitui Ana Paula Vitorino na pasta do Mar.
Novo Governo é o que tem mais ministérios desde 1976. Bate recorde de ministras
O segundo executivo liderado por António Costa vai integrar 19 ministros, além do primeiro-ministro, o que o torna o maior em ministérios dos 21 Governos Constitucionais, e também o que tem mais mulheres ministras, num total de oito.
Segundo a composição de governo proposta esta terça-feira pelo primeiro-ministro e a que o Presidente da República deu assentimento, o executivo terá um total de 19 ministros, mais dois do que a primeira composição do XXI Governo de António Costa e do que a atual formação governamental.
Ana Abrunhosa para ministra da Coesão Territorial
Ana Maria Pereira Abrunhosa, doutorada em Economia pela Universidade de Coimbra, foi até agora presidente da Comissão de Coordenação do Desenvolvimento Regional do Centro.
António Costa reforça ministros de Estado
A existência de quatro ministros de Estado é uma das principais novidades em relação ao XXI Governo Constitucional, uma opção que, fonte oficial do executivo, justifica como "um reforço do núcleo central" do executivo.
"Com quatro ministros de Estado (Pedro Siza Vieira, Augusto Santos Silva, Mariana Vieira da Silva e Mário Centeno) permite-se ao primeiro-ministro e ao ministro dos Negócios Estrangeiros assegurarem plenamente a condução da presidência portuguesa da União Europeia" em 2021.
Ana Mendes Godinho com a pasta do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
As pastas do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social foram exercidas por José António Vieira da Silva, que, a seu pedido, anunciou que não iria integrar o novo executivo.
Ana Mendes Godinho assumiu no XXI Governo Constitucional, também liderado por António Costa a pasta de secretária de Estado do Turismo.
Posse do novo Governo "a 22 ou 23"
António Costa estima que se o Parlamento se reunir a 21 de outubro, a posse poderá ser a 22 ou no máximo a 23 se a primeira sessão for a 22.
Ana Mendes Godinho sobe de secretária de estado do Turismo a ministra do Trabalho.
Conheça aqui o perfil da nova ministra.
Os cinco novos ministros são:
Alexandra Leitão (Modernização do Estado e Administração Pública);
Ana Mendes Godinho (Trabalho, Solidariedade e Segurança Social);
Ana Abrunhosa (Coesão Territorial);
Maria do Céu Albuquerque (Agricultura);
Ricardo Serrão Santos (Mar).
Nota para os quatro ministros de Estado: Pedro Siza Vieira, Augusto Santos Silva, Mariana Vieira da Silva e Mário Centeno.
Há também dois novos secretários de Estado: Tiago Antunes e André Moz Caldas.
Eis a composição do novo Governo:
Primeiro-Ministro - António Costa;
Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital - Pedro Siza Vieira;
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros - Augusto Santos Silva;
Ministra de Estado e da Presidência - Mariana Vieira da Silva;
Ministro de Estado e das Finanças - Mário Centeno;
Ministro da Defesa Nacional - João Gomes Cravinho;
Ministro da Administração Interna - Eduardo Cabrita;
Ministra da Justiça - Francisca Van Dunen;
Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública - Alexandra Leitão;
Ministro do Planeamento - Nelson de Souza;
Ministra da Cultura - Graça Fonseca;
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Manuel Heitor;
Ministro da Educação - Tiago Brandão Rodrigues;
Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social - Ana Mendes Godinho;
Ministro da Saúde - Marta Temido;
Ministro do Ambiente e da Ação Climática - João Pedro Matos Fernandes;
Ministro das Infraestruturas e da Habitação - Pedro Nuno Santos;
Ministra da Coesão Territorial - Ana Abrunhosa;
Ministra da Agricultura - Maria do Céu Albuquerque;
Ministro do Mar- Ricardo Serrão Santos;
Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares - Duarte Cordeiro;
Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro - Tiago Antunes;
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros - André Moz Caldas.
A qualquer instante, o Palácio de Belém vai divulgar a lista dos ministros do novo Governo.
Está a terminar a reunião entre Costa e Marcelo
Ricardo Serrão Santos. Quem é o ex-eurodeputado que assume a pasta do Mar?
Destacou-se na comissão de Pescas no Parlamento Europeu, saiu das listas do PS nas últimas eleições mas foi agora recompensado com uma pasta no segundo governo de António Costa, a do Mar.
Educação sem mexidas
Tiago Brandão Rodrigues mantém a pasta da Educação no segundo governo de António Costa, apurou a TSF.
António Costa trouxe uma pasta branca que está pousada na mesa onde conversa com o Presidente.
Marcelo e Costa já estão reunidos
Sentados à mesa, o Presidente da República e o primeiro-ministro já iniciaram os trabalhos.
António Costa já entrou no Palácio de Belém para se reunir com Marcelo Rebelo de Sousa
Reunião estava marcada para as 18h15.
Ricardo Serrão Santos é o ministro do Mar. Tudo o que já se sabe sobre o novo Governo
Se anuncia os nomes todos, só Costa saberá, mas para já sabe-se que vai ser um Governo sem ligações familiares. Depois da polémica com o chamado "family gate", António Costa não vai permitir que a polémica volte ao Executivo.
Com a saída de Vieira da Silva da Segurança Social, já não há conflito com a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.
Sobre o caso de Eduardo Cabrita e Ana Paula Vitorino, marido e mulher, é Ana Paula Vitorino quem sai. Vai para ministro do Mar Ricardo Serrão Santos, notícia que foi avançada pela Antena 1 Açores.
Nas saídas fala-se ainda de outros dois nomes: Manuel Heitor deixa a Ciência e o Ensino Superior e Francisca Van Dunem também deixará o ministério da Justiça, mas oficializado está apenas o ministério do Mar.
José Luís Carneiro como secretário geral-adjunto
O dirigente socialista e até agora secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, vai substituir Ana Catarina Mendes nas funções de secretário-geral adjunto do PS, disse à agência Lusa fonte oficial do partido.
Com a indicação para "número dois" da direção do PS, José Luís Carneiro não vai integrar o próximo Governo socialista liderado por António Costa, já que este lugar foi precisamente introduzido em dezembro de 2015 para separar as esferas governativa e de direção partidária.
Ana Catarina Mendes "premiada"
O secretário-geral socialista, António Costa, vai propor a dirigente Ana Catarina Mendes para o cargo de presidente do Grupo Parlamentar do PS, substituindo nestas funções Carlos César, disse à agência Lusa fonte oficial deste partido.
Ana Catarina Mendes assumiu desde dezembro de 2015 até agora as funções de secretária-geral adjunta do PS e nas últimas eleições legislativas foi cabeça de lista dos socialistas no círculo de Setúbal.
Rio continua "em ponderação"
A Comissão Política Nacional do PSD vai reunir-se na próxima quarta-feira, mas o presidente do partido não falará ainda publicamente sobre o seu futuro político e continua a ponderar o seu futuro político, disse à TSF fonte oficial social-democrata.
A mesma fonte explica que Rui Rio não vai falar à comunicação social no final da reunião da Comissão Política Nacional -- marcada para as 15h00 na sede nacional do PSD, em Lisboa -, nem está, por enquanto, prevista qualquer declaração de outro dirigente social-democrata.