Bloco de Esquerda discorda da nacionalização temporária da Efacec

Isabel Pires admite que não percebe a razão de o Governo estar a pensar na reprivatização da empresa.

O Bloco de Esquerda considerou esta quinta-feira que a decisão do Governo em relação à Efacec peca por apenas prever uma nacionalização temporária e alega que, tratando-se de uma empresa estratégica, exige-se o seu controlo público.

Esta posição foi transmitida no parlamento pela deputada do Bloco de Esquerda Isabel Pires, depois de o Conselho de Ministros ter aprovado o decreto de lei para nacionalizar "71,73% do capital social da Efacec", com a justificação de ser uma empresa nacional que "constitui uma referência internacional em setores vitais para a economia portuguesa".

Isabel Pires sustentou que a nacionalização era a única saída para a Efacec, mas advertiu que, na decisão do Governo, "ainda não se percebe a razão de ser apenas temporária".

"O próprio Governo admite que a Efacec é uma empresa estratégica para a economia portuguesa. Então, se tem essa importância, deve ter o controlo público", defendeu.

Para a deputada do Bloco de Esquerda, a decisão do Governo "peca exatamente por ser temporária e abrir espaço para uma futura devolução a privados".

"Isso não faz sentido. Temos vindo a defender ao longo dos anos que a Efacec possa ter controlo público. Olhando para outros exemplos de privatizações e reprivatizações em setores estratégicos da economia, prova-se que a gestão privada é lesiva para o erário público", declarou Isabel Pires.

Perante os jornalistas, Isabel Pires salientou ainda que a Efacec pode ter "uma importância no sentido de alavancar a economia portuguesa".

"Uma importância que pode ser desperdiçada por o Estado não controlar diretamente a empresa", acrescentou.

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