Carlos Moedas descarta candidatura à liderança do PSD

O ainda comissário português no parlamento europeu, colocou de parte uma candidatura à liderança do PSD. Carlos Moedas fez ainda um balanço do "exaustivo" período entre Bruxelas e Estrasburgo.

O social-democrata Carlos Moedas assumiu esta terça-feira que vai estar "um tempo fora da política ativa" quando deixar de ser comissário europeu, descartando uma eventual candidatura à liderança do PSD.

"Neste momento, acabarei de ser comissário e depois vou ter realmente um tempo fora da política ativa e esse tempo será a servir as pessoas", declarou aos jornalistas portugueses em Estrasburgo (França).

O comissário português cessante afastou assim o cenário de uma candidatura à liderança do Partido Social Democrata, escusando-se a especular sobre se poderá ser candidato noutro momento.

"Esse cenário não está aqui posto. Mais importante do que as pessoas são as instituições e aquilo que realmente me importa é o meu partido e aquilo que o PSD representa. Vou sempre lutar, como militante de base, pelo PSD que é um dos partidos mais importantes da democracia portuguesa", completou.

Aquele que foi secretário de Estado adjunto no Governo de Pedro Passos Coelho também não quis pronunciar-se sobre os candidatos à liderança do seu partido, por considerar que "é muito cedo" para o fazer.

Recordando que estava a falar aos jornalistas na condição de comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação e não de militante do PSD, Carlos Moedas reiterou que quer aproveitar o final do seu mandato no executivo comunitário para "pelo menos poder descansar um bocadinho destes cinco anos".

"No outro dia olhava e via que, por ano, fiz à volta de 65 viagens. 65 viagens em 52 semanas, mais de uma por semana. Vou ter tempo para pensar, mas gostava de fazer algo que tivesse impacto social. Já trabalhei no privado, já trabalhei no público, gostava agora de ter uma experiência em que pudesse ajudar as pessoas de outra maneira. É isso que eu levo da política, servir, ajudar as pessoas, é o que eu gosto de fazer. Vamos ver como", apontou.

O comissário aproveitou a ocasião do discurso de balanço de mandato do presidente do executivo comunitário, Jean-Claude Juncker, no Parlamento Europeu para também ele repassar os seus últimos cinco anos.

"O meu legado foi deixar um novo pensamento em relação à inovação, que é o motor do emprego, do crescimento, a constituição de um novo Conselho Europeu da inovação, esta ideia de comunicar a ciência de uma maneira diferente. Depois, ter deixado a mais alta proposta da Comissão para a ciência na Europa, com 100 mil milhões para o programa Horizonte Europa", enumerou.

No sentido negativo, o político português destaca o 'Brexit', definindo o processo como um dos momentos mais duros do seu mandato, que presumivelmente terminará no final de novembro.

"É pensar "fui comissário numa altura em que a Europa perde um dos seus estados-membros". O que mais nos poderia acontecer de mau? É terrível. Mas foi também um momento de união tão forte... Todos nós sentimos o orgulho de ver a Europa unida e ver uma mudança de discurso. Os próprios populistas, quando viram que as coisas estavam a correr bem, também mudaram um bocadinho o discurso. [Matteo] Salvini, [Marine] Le Pen... lembro-me quando eles diziam que iam sair da UE e do euro, agora não dizem isso. Houve um lado vacina, um lado positivo", considerou ainda assim.

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