CDS critica Medina. "Extinguem-se departamentos e afastam-se pessoas", mas os políticos mantêm-se

O CDS acusa Fernando Medina de "dizer o óbvio" e fazer "mais do mesmo".

Numa primeira reação às conclusões da auditoria da Câmara de Lisboa, o líder parlamentar do CDS acusou Fernando Medina de atirar culpas para a anterior gestão da câmara, liderada por António Costa. Telmo Correia entende que as soluções do autarca visam proteger os cargos políticos.

"A sensação que nos fica, além de atirar para trás, é mais do mesmo. Extinguem-se alguns departamentos, afastam-se algumas pessoas, para que os responsáveis políticos se mantenham, e fique tudo na mesma", atirou, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.

Fernando Medina salientou, em conferência de imprensa, que a situação que se verificou com o envio de dados à embaixada russa não foi caso único, continuando a verificar-se depois da extinção dos governos civis, em 2011.

Medina admitiu que a prática "inadequada" visou um "direito que deve ser consagrado a todos", daí ter ordenado um "apuramento cabal dos factos, com enorme celeridade".

Na próxima semana, a pedido do CDS, Fernando Medina vai ao Parlamento responder às questões dos deputados sobre o envio de dados de manifestantes para as embaixadas dos países visados.

O autarca garantiu ainda que "tudo" fará para devolver a "tranquilidade" a estas pessoas que a viram comprometida. Nesse sentido, prometeu que seguirá a proposta da Amnistia Internacional e oferecerá a avaliação da segurança aos ativistas que a requeiram. A Câmara de Lisboa contactará essas pessoas. A Polícia Municipal passará a a limitar a partilha de informação, passando esta apenas para a PSP e para o MAI, caso haja manifestações frente a embaixadas.

O gabinete de apoio à presidência será extinto, dando lugar à divisão de expediente. Será exonerado o responsável da Câmara pela proteção de dados, e será pedida uma análise externa a estes procedimentos da autarquia.

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