CDU diz que abstenção está em linha com a de 2017 e pandemia pode ser justificação

António Filipe reagiu às primeiras projeções sobre a abstenção por volta das 20h15, no SANA Metropolitan Hotel.

O dirigente comunista António Filipe considerou este domingo que as primeiras projeções sobre a abstenção, que apontam para um intervalo entre 45% e 50%, são semelhantes a eleições autárquicas anteriores e que a pandemia poderá justificar esta afluência.

"Apesar de a pandemia poder ter tido algum efeito de aumento da abstenção nestas eleições, quer-nos parecer que isso será incontornável, não há aqui um facto novo em relação à abstenção. Ela mantém-se mais ou menos em linha com o que aconteceu nos últimos atos eleitorais, quer no último, quer no penúltimo, há oito anos", sustentou o deputado e membro do Comité Central do PCP.

António Filipe reagiu às primeiras projeções sobre a abstenção cerca das 20h15, no SANA Metropolitan Hotel, local escolhido para acompanhamento da noite eleitoral da CDU, localizado em frente à sede do PCP, na Rua Soeiro Pereira Gomes, em Lisboa.

O dirigente comunista também disse que a CDU e os seus candidatos estão de "consciência tranquila", já que houve "um grande esforço para mobilizar os eleitores".

"Desejaríamos que as pessoas participassem mais", acrescentou.

A abstenção nas eleições autárquicas deste domingo situou-se entre 45% e 50%, de acordo com projeções divulgadas pela RTP e pela SIC.

Nas últimas eleições autárquicas, realizadas em 01 de outubro de 2017, a abstenção foi de 45,03% - a segunda percentagem mais alta em eleições locais. O recorde foi atingido nas autárquicas de 2013, nas quais se registou uma abstenção de 47,40%.

O ambiente ao início da noite está calmo no SANA Metropolitan Hotel. Enquanto os resultados provisórios não são divulgados, um grupo de pouco mais de 20 apoiantes da coligação aguarda, a maioria em silêncio. O distanciamento físico entre cadeiras está a ser praticado e a lotação foi reduzida, por causa da pandemia.

A Coligação Democrática Unitária (CDU) - composta pelo Partido Comunista Português (PCP), pelo Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) e pela associação Intervenção Democrática (ID) - concorre a 305 câmaras nas eleições autárquicas deste domingo.

LEIA AQUI TUDO SOBRE AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

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