Centeno antevê dificuldades na possível compra do EuroBic pelo Novo Banco

Governador do Banco de Portugal sublinhou, no Parlamento, que o calendário previsto para a compra não parece ser compatível com a libertação do Novo Banco da Comissão Europeia.

O governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, não vê que o processo de libertação do Novo Banco face à Comissão Europeia seja compatível com o calendário para a venda do EuroBic.

"O Novo Banco tem que ser liberto da Comissão Europeia, dessas restrições, e isso não é um processo que eu, neste momento, veja compatível com o calendário previsto para a compra do EuroBic", disse esta terça-feira Mário Centeno no parlamento, em resposta à deputada do BE Mariana Mortágua.

Mário Centeno está hoje a ser ouvido na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução.

"Que eu saiba, o Novo Banco não pode fazer aquisições neste momento", disse o responsável, lembrando que atualmente "não tem condições para comprar o EuroBic porque está impedido, precisamente, pelas contingências europeias".

Mário Centeno afirmou ainda que o banco tem de "mostrar condições" para a aquisição, mas disse ser uma situação que desconhece devido às atuais contingências.

O Jornal Económico noticiou em março que o Novo Banco está interessado no EuroBic, que foi colocado num processo de venda na sequência dos 'Luanda Leaks'.

À Antena 1 e Jornal de Negócios, o presidente executivo do Novo Banco, António Ramalho, admitiu, sem se referir a "operações antes de serem concretizadas", que o banco estará disponível para crescer no futuro.

"Nós estaremos disponíveis para crescimentos, a partir do momento em que estejamos libertos do projeto de reestruturação e de viabilização que está subjacente durante o ano de 2021, estamos 100% disponíveis para olhar para todos os modelos de crescimento potenciais na economia portuguesa", referiu o líder do Novo Banco.

António Ramalho disse também que "em 2020/21, o banco deu um sinal muito claro ao mercado e abandonou todas as operações estrangeiras para se concentrar em Portugal", após vender a operação em Espanha.

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