Chega reforça André Ventura. "Queremos é ter ordem, isso sim"

No quarto Congresso Nacional do Chega, depois de na sexta-feira terem sido aprovados os estatutos, este sábado já houve apresentação de moções de alteração ao documento.

A manhã do congresso foi dedicada a essa apresentação e votação das moções estatutárias. Apresentações que começaram com atraso de 40 minutos e a votação atrapalhada várias vezes pela entrada e saída de delegados da sala de Congressos da Expocentro, em Viseu. Entre as moções apresentadas, uma assinada por André Ventura, que lhe confere enquanto presidente do Partido o poder de decisão das listas de candidatos a nível nacional, sejam eles candidatos locais às autárquicas ou candidatos a deputados da Assembleia da República ou para o Parlamento Europeu.

Embora gizada por André Ventura, esta terceira moção foi apresentada e argumentada por Tiago Sousa Dias. Entre o conjunto de mudanças, o artigo 21, alínea i), aquela que Tiago Sousa Dias assegura ser a "preferida dos jornalistas" e que, garante, existe em todos os estatutos dos outros partidos. "Imaginem o que é os partidos políticos não terem uma norma destas?", questiona, logo depois de ter lido a norma: "coordenar a atuação política dos órgãos políticos nacionais, regionais e distritais, apreciar a sua atividade política, dissolver o órgão ou exonerar o seu titular em caso de manifesta violação do programa".

A existência desta norma "existe em todos os partidos" e permite ao Chega evitar, por exemplo, dissidentes ideológicos. "Estar no meio de uma campanha eleitoral a defender algo mais associado ao BE ou ao PCP" faria "sofrer durante 15 dias de campanha as consequências de alguém estar dissidente ideologicamente e a denegrir a imagem do partido".

No fundo, o que quer o Chega com esta alteração? "Queremos ordem, isso sim", diz.

Outro ponto evidenciado por Tiago Sousa Dias foi o papel que o presidente da direção nacional, agora André Ventura, vai assumir na decisão das listas de candidatos, de todos, sejam autárquicas ou europeias, como podemos ouvir o secretário geral do Chega dizer no áudio que aqui anexamos.

Tiago Sousa Dias afirma que não se trata de "controlo abusivo", mas sim apenas o reflexo de o presidente ser eleito por todos os militantes do partido, a forma, diz "máxima e suprema" de democracia no partido.

A moção com estas alterações aos estatutos foi aprovada por maioria, sem votos contra.

Os trabalhos param agora para almoço, a tarde retoma às 15h com a apresentação e votações das recomendações feitas pelos congressistas. André Ventura fala no Congresso só ao final da tarde.

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