Chega vê retirada proposta da ordem do dia no Parlamento. Ventura não gostou e recorreu

André Ventura diz que não é a primeira vez que o partido vê propostas anuladas.

O Chega recorreu para o plenário da Assembleia da República por ter sido retirada uma proposta do partido da ordem do dia, nesta terça-feira. O deputado único do Chega, André Ventura, mostrou o seu descontentamento ao presidente da Assembleia da República e acusou o PS de controlar os temas em discussão.

Em causa um projeto de alteração à lei relativa ao exercício de funções por titulares de cargos políticos e altos cargos públicos, na qual o Chega defendia um período de nojo entre o exercício de cargos governamentais e instituições públicas e privadas. O partido pretendia ainda discutir a previsão de incompatibilidade vitalícia em alguns casos.

O deputado único e presidente demissionário do Chega, André Ventura, não gostou da mudança na ordem dos trabalhos e lembrou que não é a primeira vez que o partido vê propostas anuladas.

"Não é a primeira vez que o Chega vê projetos retirados da ordem do dia. Ou porque o PS os acha inconstitucionais, ou porque o deputado Pedro Alves os acha inconstitucionais. Mas aqui foi pior. Até hoje às 12h45, a proposta do Chega estava na ordem do dia. Isto tem de ter regras. Caso contrário, qualquer dia, é à ordem do PS. O Partido Socialista não quer, e não se discute."

André Ventura ouviu a explicação do presidente da Assembleia da República. Ferro Rodrigues adiantou que "o Governo entendeu que não aceitava o arrastamento", uma vez que a proposta do Chega não coincide com o assunto em discussão.

Ainda assim, o presidente da Assembleia da República submeteu o conteúdo à votação do plenário. PS, PSD, PCP, Verdes e Bloco de Esquerda votaram contra a possibilidade de restabelecer a ordem de trabalhos com a proposta do Chega.

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