Consenso sobre eutanásia. Líderes dos partidos rejeitam referendo

Os representantes do PS, Bloco de Esquerda, PCP, CDS, PAN, Iniciativa Liberal e Livre concordaram que um referendo à despenalização da eutanásia não deve estar na agenda.

Todos os líderes partidários - à exceção de Rui Rio, do PSD, e André Ventura, do Chega, que não marcaram presença - afirmaram, durante o debate desta quinta-feira, estar contra a realização de um referendo sobre a despenalização da eutanásia.

A questão foi colocada aos líderes dos partidos esta manhã, durante o Debate da Rádio para as eleições legislativas de 30 de janeiro, transmitido, simultaneamente, pela TSF, pela Antena 1 e pela Rádio Renascença.

A rejeição de um referendo a propósito da despenalização da morte assistida foi consensual entre António Costa, do PS, Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, João Oliveira, do PCP, Francisco Rodrigues dos Santos, do CDS-PP, Inês Sousa Real, do PAN, João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, e Rui Tavares, do Livre.

Por clarificar fica a posição dos líderes do PSD e do Chega, Rui Rio e André Ventura, que alegaram motivos de agenda de campanha para não estarem presentes no debate.

A proposta do CDS-PP para um referendo à eutanásia já foi, ainda nesta legislatura, levada à Assembleia da República. O referendo foi chumbado, em outubro de 2020, com os votos contra de PS, Bloco de Esquerda, PCP, PEV e PAN, e de nove deputados do PSD - entre os quais Rui Rio - e das duas deputadas não inscritas, Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira.

Desde então, CDS-PP e Iniciativa Liberal mudaram de posição. Na altura, apenas João Cotrim de Figueiredo se colocou ao lado do partido de Francisco Rodrigues dos Santos quanto à proposta - assim como os restantes membros da bancada do PSD. Já André Ventura, do Chega, faltou à votação.

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