Correr atrás do prejuízo em janeiro? "Adotámos as medidas razoáveis"

António Costa apela a que se continue a respeitar as medidas básicas de proteção.

Questionado sobre se impor o teletrabalho obrigatório só em janeiro levaria o país a correr atrás do prejuízo em relação à contenção da pandemia de Covid-19, António Costa respondeu que o Governo adotou medidas "razoáveis" e lembrou que em setembro já tinha chamado a atenção para o facto de a pandemia não ter chegado ao fim com a vacinação.

"Apelei, nessa altura, a que todos continuassem a utilizar as máscaras e a cumprir o distanciamento físico. Essa responsabilização tem de existir. Ontem apelei a que as famílias, antes de se juntarem todas no Natal, façam um autoteste. Sabemos todos que, obviamente, o período de Natal e Ano Novo vai ser um período de intensificação dos contactos e por isso é que criámos essa semana de contenção dos contactos de forma a que tenhamos um momento de contenção e que eventuais contaminações nos períodos de festejos não se multipliquem no cruzamento de agregados familiares no trabalho ou na escola", explicou António Costa aos jornalistas, à saída da Autoeuropa.

No que toca a viagens, já cinco países - Áustria, Itália, Israel, Singapura e França - proibiram a entrada de viajantes provenientes de Moçambique, mas Portugal não prevê, para já, fazer o mesmo. Contudo, o Governo tem estado em contacto com Angola e Moçambique.

"Para já, nenhum deles está na lista que a Comissão Europeia propôs. Queremos garantir que mantemos o bom fluxo que temos, em particular com Angola e Moçambique. Na primeira lista que foi divulgada, nem Moçambique nem Angola constavam", justificou o primeiro-ministro.

Apesar da deteção da nova variante na África do Sul, Costa não adianta medidas complementares às que foram anunciadas na quinta-feira e que vão entrar em vigor dia 1 de dezembro.

"A proposta da Comissão Europeia está a ser discutida e acompanhada pelos diferentes estados-membros de forma a encontrarmos as melhores soluções, que garantam a segurança de todos. Por outro lado, queremos tentar manter os voos. Portugal ontem anunciou que em qualquer que fosse a origem dos voos haveria testagem obrigatória para entrar. Há países europeus cuja taxa de incidência tem riscos acrescidos", afirmou o governante.
Costa acredita também nada indica que se venha a justificar qualquer tipo de confinamento.

"Hoje, manifestamente, não seria uma medida necessária nem adequada. Ninguém recomendou esse tipo de medida. O que está em cima da mesa é todos termos a responsabilidade necessária para evitarmos infetar os outros ou sermos infetados. É isso que temos de fazer com a serenidade de sermos o país do mundo com a mais elevada taxa de vacinação", considerou.

Agora são exigidos testes obrigatórios para entrar em lares de idosos, estabelecimentos de saúde e grandes eventos. Uma medida que, para Costa, não significa a desvalorização do certificado que foi aprovado durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

"Todos nós aprendemos todos os dias com a experiência daquilo que é a realidade desta pandemia. Confirmou-se que nenhuma vacina assegura 100% de proteção e, por isso, sabemos que há pessoas que, apesar de estarem vacinadas, não deixam de ser contaminadas. Temos um menor número de óbitos, isso não é desvalorizar a vacinação. Em algumas situações devemos ter teste. Hoje há muitos países da UE que estão com elevadíssimas taxas de incidência e hoje, felizmente, já não é necessário fechar fronteiras", ressalvou António Costa.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

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