Costa cola Rio a Passos Coelho e volta a dar descanso à "maioria absoluta"

Costa defendeu que "a única reforma que a segurança social precisa são políticas económicas que favoreçam o crescimento".

António Costa voltou a colar o PSD de Rui Rio ao de Passos Coelho, notando que "dizem exatamente o mesmo, que pensavam, diziam e faziam quando eram Governo". Em Viseu, no maior comício do partido nesta campanha, o atual primeiro-ministro voltou a poupar as palavras "maioria absoluta", centrando-se em contrariar as propostas do PSD.

O líder socialista apelou a um "recuou aos tempos em que os social-democratas estavam no Governo", e lembrou que, nesse tempo, o salário mínimo subiu 20 euros. "Só neste ano, subiu 40 euros, ou seja, o dobro do que na governação do PSD e CDS", atirou, acrescentando que, em seis anos, o salário mínimo aumentou dez vezes mais do que com o anterior Governo.

António Costa voltou a referir que a direita quer abrir as portas aos privados, na Segurança Social e no Serviço Nacional de Saúde, "com um sistema misto", mas lembrou que "o enfraquecimento da Segurança Social" foi durante o tempo de Passos Coelho.

"O que enfraqueceu a Segurança Social foram as políticas que o PSD e o CDS seguiram. Com o corte das pensões, os baixos rendimentos e a elevada taxa de desemprego, as receitas foram baixando e a sustentabilidade foi sendo ameaçada", disse.

Para o líder socialista, "a única reforma que a segurança social precisa", pedida por Rui Rio, são com "políticas económicas que favoreçam o crescimento e o rendimento das famílias".

"Quanto maior for o salário, maior é a contribuição para a segurança social", acrescentou.

Pouco depois, um gesto brusco no microfone criou um ruído que ecoou em toda a sala, com o líder socialista a soltar um "eh lá, até o microfone se assustou com a imagem do diabo", num momento levou à gargalhada dos apoiantes.

António Costa voltou a sublinhar que as eleições legislativas são decisivas para o futuro do país, e definiu dois caminhos: "Continuamos a avançar com o PS, ou voltamos a recuar com o PSD".

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