"Descontextualização grave." Ministra da Segurança Social diz que não desvalorizou surtos

Ana Mendes Godinho garante que as afirmações foram retiradas do contexto.

A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social garante que não desvalorizou os surtos que têm acontecido em lares. Ana Mendes Godinho acusa mesmo o Expresso, que publicou uma entrevista à ministra, de ter "descontextualizado de forma grave" as declarações que fez.

A governante sublinha que apenas disse que o país está a ter menos incidência que no passado e que a pandemia afetou até agora 3% dos lares, e 0,5% dos idosos que aí vivem.

Para a ministra, a frase que disse a seguir, de que "a dimensão da Covid-19 nos lares não é demasiado grande em termos de proporção", não pode ser tirada do contexto nem significa que o país não deva estar "preocupado e mobilizado" para reforçar a guarda.

Ana Mendes Godinho afirma assim que "retirar uma parte essencial da frase, descontextualizando-a, dando a entender que o Governo não considera graves os números de mortes em lares em Portugal, é um ato grave e que deve ser desmentido".

Na entrevista, publicada no semanário Expresso, a ministra da Segurança Social admitiu que faltam funcionários nos lares, lembrando que há um programa para colmatar essa falha, mas considerou que a dimensão dos surtos de Covid-19 "não é demasiado grande em termos de proporção".

Ana Mendes Godinho defendeu que não faz sentido falar de casos concretos de surtos de Covid-19 em lares e sobre a situação ocorrida em Reguengos de Monsaraz disse que está a decorrer um inquérito por parte do Ministério Público e que é preciso esperar pelas conclusões.

Sobre o relatório que a Ordem dos Médicos lhe enviou e no qual são denunciadas situações de abandono terapêutico dos utentes do lar, a ministra defendeu que essa é "uma valência da Saúde", escusando-se a comentar.

Para Ana Mendes Godinho, o seu papel à frente do Ministério deve ser o de apoiar e não o de procurar culpados.

A responsável sublinhou ainda a evolução positiva da pandemia nos lares: "Tivemos 365 surtos [em abril] e temos 69 agora. Claramente, temos menos incidência. Temos 3% do total dos lares e temos 0,5% das pessoas internadas em lares que estão afetadas pela doença! A dimensão dos surtos não é demasiado grande em termos de proporção. Mas, claro, isto não significa que não devamos estar preocupados".

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