"É grotesco." PSD critica Cabrita e diz que Costa é igualmente responsável

Deputado social-democrata defende que o ministro da Administração Interna voltou a estar muito mal.

"Grotesco" é a palavra que o deputado social-democrata Duarte Marques escolheu para avaliar a forma como o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, falou após o anúncio de que o motorista do carro onde seguia, e que atropelou mortalmente um trabalhador na A6, foi acusado de homicídio por negligência. Nessa reação, Cabrita lembrou que era um "passageiro" no carro e que o acidente aconteceu "quando a vítima mortal passava uma via não sinalizada".

Duarte Marques, deputado social-democrata, diz que o ministro da Administração Interna voltou a estar muito mal.

"É grotesco, isto revela bem a forma de estar na política de Eduardo Cabrita, de António Costa que o mantém em funções e, quiçá, até o pode premiar nas próximas legislativas num eventual Governo que venha a formar. Espero que não, que o PSD ganhe, mas António Costa é tão responsável como ele. Ninguém pede que Eduardo Cabrita vá preso ou diga que a culpa foi sua porque foi ele que mandou acelerar, pedia-se bom senso, respeito pela pessoa que morreu e até mais consideração pelo seu próprio motorista", explicou Duarte Marques.

Para o deputado, nem sempre o Estado de Direito foi a principal preocupação de Eduardo Cabrita.

"Que é o Estado de Direito a funcionar, a atribuir responsabilidade e fazer a investigação não há dúvidas. O que não é o Estado de Direito a funcionar é o ministro da Administração Interna, logo passadas algumas horas do acidente, vir culpar um trabalhador pela sua própria morte e hoje ter a indecência de o voltar a fazer, apesar de o seu motorista também estar a ser acusado. Isto roça a indecência e tudo aquilo que é mais desprezível num ser humano, sobretudo num político com responsabilidades", acrescentou o deputado do PSD.

O ministro da Administração Interna disse esta sexta-feira que era "passageiro" quando o carro em que seguia provocou um acidente mortal na A6, sublinhando que "o esclarecimento dos factos tem de ser feito" sem cair num "repugnante aproveitamento político de uma tragédia pessoal".

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