Entre a euforia e o pânico. Quanto vale o palmómetro do CDS?

Apoiantes dos candidatos mais destacados antecipam cenários e ensaiam discursos capazes de justificar contagem de espingardas com base no "palmómetro". Nos bastidores, surgem acusações de "jogo sujo". Expectativas divididas entre o "ótimo" e o "perigo".

Um enorme ponto de interrogação separa dois lados da barricada. À boca pequena fala-se de muito jogo sujo nos bastidores e muita luta ainda por travar com dois rostos no papel principal. "É normal. Havia três candidatos à partida com mais hipóteses, mas penso que após o debate da parte da manhã, as coisas estão muito centradas entre João Almeida e Francisco Rodrigues dos Santos. Vai ser um debate intenso que se vai prolongar pela tarde e pela noite", defende João Gonçalves Pereira, da distrital de Lisboa, antecipando muita troca de argumentos.

Francisco Laplaine Guimarães, apoiante de Francisco Rodrigues dos Santos, não esconde o otimismo: "Voltar a acreditar no CDS em Portugal é exatamente isso, é trabalhar pela mudança. Estamos confiantes que a mudança chegue ao CDS", refere.

Aos microfones da rádio ainda ninguém pronuncia a palavra "vitória", mas é esse o substantivo que mais se pronuncia. Mas será que uma vitória se mede pela quantidade de palmas?

Diogo Feio, apoiante de João Almeida, tem dúvidas. "Vamos ver! Os congressos não se determinam por palmas. O voto é secreto. Vamos ver!", reitera. Na mesma linha, Nuno Magalhães, antigo líder da bancada parlamentar centrista, concorda. "Eu aplaudi todas as moções, porque há parte de todas as moções que eu concordo, portanto eu não vou por aí", sustenta o também apoiante de Almeida.

Paulo Núncio, antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, não revela em quem vai votar e aconselha prudência aos apoiantes dos dois candidatos mais destacados. "É cedo para tirar conclusões", diz.

E se a lógica tiver de ser de dois contra um, Miguel Pires da Silva, antigo líder da JP e apoiante de Filipe Lobo d'Ávila, diz que tudo é possível. "Se vai haver entendimentos ou não, cabe aos militantes decidir, há muito congresso ainda durante a tarde, estou certo de que todos iremos encontrar uma solução vencedora para o CDS", considera.

As contas não são, no entanto, fáceis de fazer, até porque entre os apoiantes de Filipe Lobo d'Ávila há quem só alinhe juntar-se aos votos de João Almeida se Ávila for o candidato...

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