Governar em duodécimos seria "complicado". Marcelo espera Orçamento ainda em novembro

Marcelo Rebelo de Sousa alerta que trabalhar em duodécimos é sempre complicado, ainda mais em tempo de pandemia.

O Presidente da República promete aguardar a conclusão e votação na especialidade do Orçamento do Estado para o próximo ano, mas garante que, em ano de pandemia, seria muito importante que o documento fosse aprovado para não ser necessário o país viver em duodécimos.

"Espera-se a partir de janeiro e ao longo do ano a chegada de fundos europeus. Não é indiferente no relacionamento com a Europa o poder enquadrar esses fundos europeus numa lógica de um Orçamento pensado para 2021 e não aplicar no de 2020 dividido por 12", afirma o chefe de Estado, dando claramente preferência a que haja um acordo para o OE2021.

Marcelo ressalva que "tudo indica que a pandemia ainda aí estará, com ela a crise económica e social" e, diz, "não é um período normal". "Num período normal já era uma complicação trabalhar com duodécimos, num período de pandemia é mais complicado", reitera, com a esperança de que no final do mês haja Orçamento.

No dia em que recebeu João Almeida e Rúben Guerreiro no Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa não se adianta nem faz especulações sobre os próximos tempos, nomeadamente sobre a imposição de recolher obrigatório, mas admite "eventualmente dizer alguma coisa ao país no decurso da semana que vem" e já depois do anúncio das novas medidas de combate à Covid-19.

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