Jerónimo só aceita medidas de combate à Covid-19 se respeitarem direitos, liberdades e garantias

O secretário-geral do PCP afirma que só aceita novas restrições se respeitarem os direitos, liberdades e garantias.

Jerónimo de Sousa avisa António Costa que não vai aceitar qualquer tipo de medidas restritivas para conter a Covid-19. Na véspera das reuniões entre o primeiro-ministro e os líderes partidários, o secretário-geral do PCP afirma que só aceita novas restrições se estiver garantido o respeito pelos direitos, liberdades e garantias.

"Nós temos uma preocupação: nós temos de encontrar, de forma harmoniosa, todos os meios de combate à epidemia, acompanhados do respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos", começa por explicar o líder comunista.

O Governo vai reunir-se este sábado, em Conselho de Ministros extraordinário, mas, sobre o que será delineado, Jerónimo de Sousa avisa desde já que há limites que não podem ser ultrapassados. "Por exemplo, a questão da máscara... Nós abstivemo-nos porque temos uma preocupação", elenca Jerónimo de Sousa, que receia ainda que o "poder" dado às forças de segurança possa "colidir com esse princípio fundamental dos direitos e liberdades".

"Não sei o que o primeiro-ministro vai dizer, mas a nossa linha fundamental não é impossível. É claramente possível conjugar o combate à Covid-19 com o respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos."

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