"João Ferreira é potencial candidato à Câmara Municipal de Lisboa"

A decisão será conhecida "dentro de poucas semanas" mas, na entrevista TSF/DN, Jerónimo de Sousa admite que seja João Ferreira a liderar a lista da CDU. Candidatura de Carlos Moedas não muda estratégia: CDU corre sozinha.

Num partido onde a decisão parte sempre do "coletivo", Jerónimo de Sousa arrisca, neste caso, uma "opinião pessoal" e aponta João Ferreira como candidato "potencial" da Coligação Democrática Unitária (CDU) à Câmara Municipal de Lisboa.

"Pela sua ligação a Lisboa, pelo contributo que deu, mesmo neste mandato, continua a ser um potencial candidato à Câmara Municipal de Lisboa", admite o secretário-geral comunista na entrevista TSF/DN que será transmitida e publicada na íntegra no domingo.

"Eu estou quase a transmitir uma opinião pessoal, tendo em conta o trabalho que [João Ferreira] realizou num quadro muito exigente, quando também era deputado no Parlamento Europeu", sublinha Jerónimo de Sousa que destaca ainda "a obra, o trabalho, a intervenção e as propostas" que João Ferreira fez como vereador da câmara da capital.

Questionado se João Ferreira é o comunista melhor colocado para encabeçar uma candidatura da CDU, o líder comunista reconhece que sim e promete para dentro de "poucas semanas" uma decisão definitiva.

Enquanto ganha corpo a recandidatura de João Ferreira à maior câmara do país, parece fechada a hipótese de um eventual acordo com o PS para fazer frente à aposta da direita em Carlos Moedas.

Jerónimo de Sousa até chega a admitir que "as conjunturas muitas vezes determinam as soluções" mas, questionado sobre se pode haver um cenário que inverta a estratégia de apresentar em todo o país candidaturas com a sigla da CDU, o secretário-geral comunista é claro: "nada leva a que alteremos este objetivo de concorrer no quadro da CDU seja em Lisboa, seja no resto do país", numa resposta que corta as eventuais ambições do PS de um entendimento mais alargado.

Nas últimas autárquicas, em Lisboa, a CDU elegeu dois vereadores (João Ferreira e Carlos Moura), obtendo 9,55% de votos. A nível nacional, a CDU viu reduzir a esfera de influência autárquica e perdeu dez câmaras passando de 34 para 24 presidências.

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