Legalização do consumo de canábis vai a votos no Congresso do PS

A moção é apresentada pela Juventude Socialista (JS). O secretário-geral da JS explica à TSF que o clima é favorável a consensos à esquerda e à direita.

A Juventude Socialista (JS) pediu, há quatro anos, ao Partido Socialista para abrir o debate. Agora chegou a hora de avançar para a legalização. Em declarações à TSF, o secretário-geral da JS, Miguel Costa Matos, explica que aquilo que pretendem é que "os portugueses possam não recorrer à criminalidade organizada, mas sim recorrer a um comércio normal e que com isso possam ter mais saúde pública".

A proposta prevê um aumento do controlo para que a legalização não sirva de alimento ao tráfico. "Ao tirarmos a força do tráfico de drogas e metermos a venda da canábis num comércio normal, num produto que pode ser seguro para o consumo, se for consumido de forma moderada, então entendemos que estamos verdadeiramente a criar um mercado seguro para cultivar, comercializar e consumir a canábis", considera Miguel Costa Matos.

O secretário-geral da Juventude Socialista entende que Portugal está a ficar para trás nesta matéria e sublinha os resultados económicos do cultivo para fins medicinais no interior do país.

"O PS deve considerar o auto cultivo, porque esta é uma oportunidade de podermos ter aqui em Portugal uma plantação de canábis muito relevante", afirma.

Se o congresso aprovar a moção, Miguel Costa Matos espera que a proposta também passe no Parlamento até porque é diferente das que já foram apresentadas pelo Bloco de Esquerda e pela Iniciativa Liberal.

"Temos sentido uma enorme adesão por parte dos militantes do PS, sentimos também que a sociedade civil entende que este é o momento certo para fazermos isto, mas também porque o PSD parece mostrar sinais de alguma abertura para que possamos ter aqui uma solução de consenso", refere.

Em junho, o Parlamento debateu propostas para legalizar o uso da canábis para fins recreativos, mas a votação foi adiada para a próxima sessão legislativa.

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