João Almeida quer um "partido sem ameaça" e já tem candidato para a Presidência

O candidato ao CDS João Almeida prometeu mudanças no CDS, deixando claro que não é "cinzento" nem o "rosto do insucesso".

João Almeida pretende um partido onde cabem todos, um CDS livre e sem ameaças, apontando, sem nunca o referir, Francisco Rodrigues dos Santos como o seu verdadeiro adversário nesta luta.

"Não vamos ser a direita que quer agradar à esquerda, mas também não vamos ser a direita que encaixa na caricatura que a esquerda faz de nós. "Não vamos ser a direita que a esquerda gosta, vamos ser a direita que a esquerda não gosta. Vamos ser o partido dos militantes livres e soltos, sem 'controleiros' e 'sem messianismos', referiu o candidato a sucessor de Cristas.

O candidato começou o discurso por trazer uma pergunta ao Congresso: "Para onde vai o CDS?". João Almeida não tem dúvidas e garante que vão à luta "convictos e renovados" e com uma "alternativa ao socialismo". "Não é ao fim de 40 anos que vamos ter problemas de identidade."

"Se acham que vim para fazer igual, com os mesmos e que não vamos mudar de vida, não votem em mim. Mas se acharem isto tudo estão enganados porque estão a escolher os pressupostos errados", realçou.

João Almeida garantiu que 2/3 dos membros dos órgãos serão novos e prometeu mudanças no CDS, contrariando a ideia de continuidade que lhe tem sido atribuída.

O candidato deixa claro que não é "cinzento" e que apenas é "mais do mesmo" nos pontos em que acredita, nos ideais do CDS e no trabalho de que o partido se orgulha e que o faz triunfar.

No discurso, João Almeida recorda as moções que apresentou nas últimas lideranças e que sempre quis fazer melhor e diferente, frisando que não é um "rosto do insucesso", já que esteve em muitas das conquistas do CDS.

O candidato lembrou que é preciso foco nas eleições nos Açores, nas próximas autárquicas e prometeu ter um candidato à presidência caso o CDS pretenda apresentar um.

"Sabem qual é a minha opinião sobre a avaliação do atual mandato do Presidente da República, mas para que fique claro: se por alguma razão for preciso o CDS ter um candidato às eleições presidenciais, eu sei quem é, como vamos fazer e tenho a garantia que teremos esse candidato", assegurou.

"Nós vamos ser o partido sem coação e sem ameaças", garantiu João Almeida, realçando que está a lutar para que lhe deem confiança no Congresso para conquistar o país.

(Notícia em atualização)

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