NATO vai ganhar "pilar europeu" de defesa com entradas da Suécia e Finlândia

Paulo Rangel considera que a entrada destes dois países vai fortalecer a aliança.

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel defende que a entrada da Suécia e da Finlândia na NATO vai dar mais músculo à aliança e acabará por ser a base do pilar europeu da NATO. À TSF, Rangel reforça também que o mapa da União Europeia cada vez coincide com o mapa da aliança atlântica.

"A Suécia e a Finlândia vão, claramente, levar a União Europeia para a construção daquilo a que queremos chamar um pilar europeu da NATO e para uma força militar que até aqui não existia. Para a Federação Russa será um novo fator na equação, sem dúvida", explicou Paulo Rangel.

O pedido formal de adesão à NATO apresentado esta quarta-feira pela Finlândia e Suécia abriu um processo para conduzir todos os membros a aceitar a entrada dos novos aliados, o que implica, desde já, mudar a posição da Turquia.

Na sexta-feira, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considerou "um erro" a entrada da Finlândia e da Suécia na NATO, mas vários participantes numa reunião informal dos chefes da diplomacia da Aliança, em Berlim, mostraram-se confiantes de que será possível encontrar um consenso.

Os dois países nórdicos deverão agora dar início a conversações sobre a adesão, em duas reuniões a realizar na sede da organização, em Bruxelas, para convencer os representantes dos países e os peritos da Aliança da sua capacidade de aceitar "as obrigações e compromissos políticos, jurídicos e militares decorrentes do Tratado de Washington e do Estudo (de 1995) sobre o alargamento da NATO".

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