"O voto devia ser obrigatório." Há quem não falhe uma eleição desde o 25 de Abril

Há quem nunca deixe de ir votar nos atos eleitorais e considere "lamentável" existir 50% de abstenção.

Joaquim Teixeira tinha 33 anos quando votou pela primeira vez. Lembra-se bem do sentimento que teve ao colocar o voto na urna em 1975. "Foi uma alegria enorme", recorda. Sobretudo por ver "filas e filas de pessoas mais velhas, pessoas que até aí tinham sido proibidas de votar". "Às 8 da manhã já se formavam filas para ir votar", relembra. Desde essa numa mais falhou nenhuma eleição.

Encontramo-lo numa esplanada perto da junta de freguesia onde foi presidente durante 20 anos.

Por inerência do cargo, e não apenas como um simples eleitor, cada eleição fez parte da sua vida.

"Tinha que arranjar pessoas para as mesas, fazer convocatórias, andar de mesa em mesa para ver se faltava alguma coisa... ", conta. Admite que "vibrava" com cada eleição.

Hoje, com 79 anos, Joaquim Teixeira lamenta o nível de abstenção existente no país. "É pena o desinteresse que a malta tem. 50% de abstenção?", questiona, incrédulo. "As pessoas dizem que quem vai governar o país é a abstenção, e isto é lamentável". Este antigo autarca é da opinião que "o voto devia ser obrigatório. Mesmo que fosse para votar em branco, mas seria uma obrigação de todos. "É a maneira mais honesta de democratizar o nosso querer, senão deixamos aos outros a responsabilidade de decidir sobre aquilo que gostávamos que acontecesse", sentencia.

Só assim, acredita Joaquim Teixeira, os eleitores serão livres para indicar quem querem ver no poder.

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