OE "vai ficar ainda pior". Rodrigues dos Santos alerta para "teatralização"

Líder centrista lamenta o que diz ser uma situação em que Portugal depende "dos votos da extrema-esquerda para aprovar um OE".

O líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, defendeu que um Orçamento do Estado para 2022 (OE) aprovado com os votos a favor do Bloco de Esquerda (BE) será "pior do que a versão preliminar" e alertou este domingo para uma "dramatização" que diz ser já recorrente.

Na Trofa, em declarações à RTP3, o centrista classificou como "muito triste e verdadeiramente dramático" que Portugal dependa "dos votos da extrema-esquerda para aprovar um OE".

"O que tem acontecido nos últimos seis anos é que, sempre que se aproxima a aprovação de um OE no Parlamento existe uma teatralização e dramatização para que a esquerda suba a parada, o PS seja obrigado a ceder e o OE, cozinhado ainda mais à esquerda, seja pior do que a versão preliminar", explicou Francisco Rodrigues dos Santos.

O documento, que classifica como "péssimo" para o país, "agora vai ficar ainda pior" se a aprovação passar pelo BE, uma vez que "exigirá um agravamento das condições económicas do país, empobrecimento das famílias e aumento de impostos".

Este domingo, fonte do Governo adiantou à agência Lusa que o executivo quer reunir-se com todos os partidos com quem tem negociado a viabilização do Orçamento do Estado e solicitou ao BE que envie o conteúdo e os termos do acordo escrito proposto.

Entretanto, os bloquistas já fizeram saber que vão enviar ao Governo propostas de articulado de nove pontos negociais colocados em cima da mesa no início de setembro, aos quais declaram não ter obtido resposta até agora.

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