Ordem dos trabalhos aprovada. Apoiantes de Mesquita Nunes não votam em protesto

No total votaram 188 conselheiros, mas estão cerca de 240 ligados via internet. Apoiantes de Mesquita Nunes dividem-se entre voto contra e recusa em votar.

A ordem dos trabalhos do Conselho Nacional do CDS-PP foi aprovada com 143 votos a favor, 20 contra e 25 abstenções. Alguns apoiantes de Adolfo Mesquita Nunes não votaram como sinal de protesto, contestando a metodologia utilizada pela mesa do Conselho.

No total votaram 188 conselheiros, mas estão cerca de 240 ligados via internet. A reunião do partido decorre por videoconferência, e começou com mais de uma hora de atraso.

João Gonçalves Pereira entende que houve "violação dos estatutos do partido" pelo presidente da mesa do Conselho não ter acatado a decisão do Conselho de Jurisdição relativamente ao voto secreto. O líder da distrital do CDS de Lisboa e apoiante de Mesquita Nunes diz que o parecer é vinculativo.

"Este parecer vincula qualquer conselheiro nacional e militante do partido. Os estatutos são para respeitar. Não se compreende como foi feita esta votação. Face a várias dúvidas, o presidente do Conselho recusou-se a responder aos esclarecimentos", acusou.

João Gonçalves Pereira pede que Filipe Anacoreta Correia, "a bem do partido", esclareça os conselheiros.

Nuno Melo segue a mesma linha e refere que falta transparência a Filipe Anacoreta Correia na condução dos trabalhos. O eurodeputado diz que o presidente da Mesa do Conselho "sonegou" o recurso que interpôs ao plenário.

"O presidente tem de perceber que não é um chefe de fação, é um árbitro. Não está acima do plenário, nem do partido", disse.

O eurodeputado afirmou que Anacoreta Correia violou os diretos dos conselheiros, numa situação que "nunca viveu no CDS". Nuno Melo acusa o presidente do Conselho Nacional de se "comportar com menos competência do que Ferro Rodrigues na Assembleia da República".

Voto secreto? Anacoreta Correia insiste que é decisão dos conselheiros

Ainda assim, o presidente da Mesa do Conselho, Filipe Anacoreta Correia continua a insistir que a decisão sobre o voto secreto cabe aos conselheiros e não ao Conselho de Jurisdição, tal como defendem os apoiantes de Mesquita Nunes.

Anacoreta Correia recusa que o Conselho Nacional esteja fragilizado e garante que os conselheiros têm toda a legitimidade para decidir como será o voto, colocando duas hipóteses: voto secreto ou "braço no ar" ainda que eletronicamente.

Mesquita Nunes acusa o presidente da Mesa de "não dar conhecimento a ninguém" da decisão do tribunal do partido, e abandona os trabalhos. "Está decisão não é só ilegal, é cobarde", aponta.

A reunião será aberta aos jornalistas, depois de Filipa Correia Pinto ter proposto ao conselho nacional "abrir" os trabalhos. A decisão foi aprovada com 52 votos contra e uma abstenção.

Os apoiantes de Adolfo Mesquita Nunes querem que o Conselho Nacional adote a decisão do Conselho de Jurisdição, que indicou o voto secreto para a reunião do partido. Francisco Rodrigues dos Santos colocou em cima da mesa uma moção de confiança à direção, para aferir as condições para continuar à frente do partido.

A oposição que vários conselheiros estão disponíveis para votar contra a moção de confiança à atual direção do CDS, mas apenas se o voto for secreto.

Adolfo Mesquita Nunes, antigo vice-presidente do CDS, já confirmou que será candidato à liderança do partido caso seja marcado um congresso antecipado. O antigo governante pediu, num artigo de opinião, uma mudança de rumo no CDS.

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