PAN assume consolidação do partido e avisa que não alinha em "visões extremadas"

Pedro Neves, de 41 anos, é o primeiro deputado de sempre do PAN nos Açores.

O deputado eleito pelo partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), Pedro Neves, considerou este domingo que o resultado obtido nas eleições legislativas regionais dos Açores é a consolidação do trabalho nos últimos quatro anos, avisando que não alinhará em "visões extremadas".

"Finalmente estamos no parlamento açoriano. Ao fim de quatro anos de muito trabalho conseguirmos eleger representação parlamentar, graças à coragem e aos votos das cidadãs e cidadãos açorianos, que se concretizou na eleição de um deputado", disse Pedro Neves, em conferência de imprensa depois de conhecidos os resultados da noite eleitoral.

Pedro Neves, de 41 anos, assessor político e porta-voz do partidos nos Açores, apresentou-se às eleições regionais como cabeça de lista do partido pela ilha de São Miguel e candidato pelo círculo de compensação, pelo qual foi eleito.

De acordo com o deputado, o PAN celebra hoje "a consolidação do partido na região", salientando que ficou agora demonstrado com o resultado, o contrário do que "auguravam todos aqueles que diziam que o PAN não passava de um partido de nichos de modas, sem visão política ou sem crédito junto da população".

Pedro Neves avisou ainda que o partido "não alinhara em visões extremadas ou afastadas da promoção de igualdade e dos direitos sociais e humanos", salientando que a visão do partido é de "que um estado de direito democrático não é compatível com políticas nacionalistas xenófobas, racistas, sexistas, capacitistas, homofóbicas ou transfóbicas que impeçam a liberdade de expressão ou religiosa".

O deputado do PAN assinalou também a "redução da abstenção, apesar dos valores elevados", considerando que partidos como o PAN, "com mensagem políticas fora da bolha bafienta e obsoleta, contribuíram para que mais pessoas, sem dúvida, acreditassem que mesmo em contexto da pandemia é possível mudar um sistema".

"Mesmo sem representação parlamentar, a nossa presença foi sentida na apresentação de soluções. Cá estaremos para ser a nova voz dos açorianos", prometeu, frisando que o partido é "um projeto que veio para ficar e para mudar a política bafienta a obsoleta do parlamento regional".

Pedro Neves enalteceu ainda a coragem dos açorianos, considerando que estes estão "a perder o medo de abraçar projetos políticos democráticos diferentes com uma visão de longo prazo e transversal inclusiva".

"O PS finalmente perdeu a minoria", afirmou.

As legislativas dos Açores decorreram com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estavam inscritos para votar 228.999 eleitores.

O PS perdeu no domingo a maioria absoluta nas eleições regionais dos Açores, só tendo conseguido eleger 25 deputados do total de 57 parlamentares da Assembleia Legislativa Regional.

O PS governava a região desde 1996, mas apenas nas eleições realizadas em 2000 obteve maioria absoluta, renovada nos escrutínios de 2004, 2008, 2012 e ainda em 2016, ano em que obteve 30 mandatos.

No total, são 10 os círculos eleitorais - um por cada ilha açoriana mais o círculo de compensação.

Seis das forças concorreram por todos os círculos: PS, PSD, CDS, BE, CDU e PPM, todas as que já têm assento no atual parlamento regional.

Os partidos Chega, Aliança e Iniciativa Liberal estrearam-se este ano nas eleições açorianas.

A única coligação que foi a votos, além da CDU, foi no Corvo, onde CDS e PPM apresentam uma candidatura conjunta.

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