Paulo Rangel solidário com Bolieiro em "momento difícil" da governação dos Açores

Paulo Rangel considera que o Governo Regional dos Açores tem feito um bom trabalho, e mostra-se solidário com José Manuel Bolieiro, numa altura em que a política dos Açores está a passar por um momento de turbulência.

O candidato à liderança do PSD, Paulo Rangel, elogiou nesta quinta-feira o trabalho de José Manuel Bolieiro à frente do Governo dos Açores, manifestando-se solidário com o líder do executivo PSD/CDS-PP/PPM num "momento difícil" da governação da região.

"O PSD regional e o seu presidente, o presidente do Governo Regional, têm toda a minha solidariedade neste momento difícil que está a atravessar a região", declarou Rangel aos jornalistas, referindo-se à possibilidade de o Chega retirar o apoio parlamentar ao Governo Regional e de o Orçamento dos Açores ser chumbado no Parlamento.

O candidato à liderança social-democrata falava nesta quinta-feira em Ponta Delgada, após uma reunião com o presidente da Câmara Municipal, no âmbito da campanha eleitoral interna, quando questionado pelas declarações do líder do Chega, André Ventura.

"Aprecio de modo mesmo, mesmo, mesmo muito positivo o trabalho que tem sido feito pelo presidente do Governo Regional e pelo PSD aqui na região. É isto que também vim dizer aos militantes que estão aqui", afirmou.

Na quarta-feira, Ventura anunciou que vai pedir ao Chega/Açores para retirar o apoio ao Governo Regional, acabando com o acordo de incidência parlamentar, a menos de uma semana de a Assembleia Legislativa Regional começar a discutir o Orçamento para 2022.

Paulo Rangel disse não querer "interferir" no que classificou como um "momento delicado da vida regional" açoriana.

"Não me compete a mim, como é evidente, fazer nenhum comentário sobre a situação política regional. Isso seria uma ingerência na autonomia regional, de que sou um grande defensor mesmo antes de estar na carreira política", apontou.

Paulo Rangel classificou como "muito positivo" o trabalho realizado pelo executivo açoriano liderado por Bolieiro.

A Direção Nacional do Chega pediu, na quarta-feira, à estrutura partidária açoriana para retirar o apoio ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), tendo o seu deputado único no arquipélago, José Pacheco, dito que ainda está em "negociações" com o executivo e que é sua a "última palavra".

A Assembleia Legislativa é composta por 57 eleitos e a coligação de direita - que representa 26 deputados - precisa de mais três parlamentares para ter maioria absoluta.

Como a coligação assinou um acordo de incidência parlamentar com o Chega e o PSD com a Iniciativa Liberal, era esperada a viabilização do Orçamento Regional 2022 por estes partidos, bem como pelo deputado independente (que manteve o apoio ao executivo quando saiu do Chega).

Porém, o deputado único da IL tem ameaçado votar contra, referindo que continua "a lutar" nas negociações, e o deputado independente, Carlos Furtado, afirmou que o entendimento parlamentar pós-eleições "já morreu", pelo que, "ou as pessoas mudam ou mais vale ir para eleições".

O Parlamento conta ainda com mais 28 deputados: 25 deputados do PS, que já anunciou o voto contra, dois do BE, que admitiu votar contra, e um do PAN.

Neste último caso, o deputado único, que se absteve sobre o Programa de Governo e o Orçamento Regional 2021, aguarda a validação da comissão política local para votar contra o Orçamento para 2022, que começa a ser discutido na segunda-feira.

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