Por Deus e com juramentos de sangue, Chega não viabiliza um governo do PSD

Ventura preside a direção nacional do partido nos próximos quatro anos. A sua eleição foi aprovada em Congresso Nacional com 85,3% dos votos.

No discurso de encerramento do quarto Congresso, em Viseu, Ventura fechou a porta a qualquer acordo com o PSD de Rui Rio. Diz que os sociais-democratas não são um partido de direita e, por isso, não viabiliza um governo do PSD, dizendo que as pressões para isso, depois das legislativas, serão enormes.

Num discurso de vitória de 54 minutos, com uma primeira parte voltada para dentro a lembrar aos delegados do partido que Portugal está acima de tudo, ou quase tudo, pois não suplanta Deus, como podemos ouvir na reportagem áudio.

Por força divina ou não, Ventura sabe que o Partido vai crescer nas próximas legislativas e assegura que as ideias de rutura com o sistema se mantêm. "Temos de ter menos deputados, mesmo que isso nos prejudique, precisamos de cortar nos cargos políticos em Portugal", diz.

E depois das legislativas, as pressões para acordos com o PSD vão existir, confessa Ventura, que mesmo com a religiosidade do líder garante que o partido não se vai ajoelhar. "Não estamos à venda", afirma.

Foco em tirar António Costa e o PS do governo. Nada de acordos com o PSD e se a divindade não funcionar, há juramentos de sangue, como pode ouvir no áudio.

Ventura deixou também avisos a Sócrates e a Rendeiro e garante que Sá Carneiro está orgulhoso do Chega e em jeito de inspetor vai atrás dos culpados do seu assassinato.

Quanto à próxima legislatura tem até um esquema do próximo parlamento: "teremos só metade do BE, metade se calhar é muito, um quarto do PCP e não teremos a Joacine" (Risos e aplausos dos delegados do partido).

O Chega fecha o quarto congresso nacional a garantir a luta para se tornar a maior força política do país, com André Ventura a sublinhar em alta voz o lema "Deus, pátria, família e trabalho".

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