Queda da geringonça? Costa admite que "seria uma grande frustração pessoal"

Perante a certidão de óbito da 'geringonça' passada por João Cotrim Figueiredo, primeiro-ministro sublinhou ter acreditar "desde o princípio" que a maioria à esquerda tinha "enorme potencial".

O primeiro-ministro, António Costa, assumiu esta terça-feira que será "uma enorme frustração pessoal" caso se confirme o fim da maioria de esquerda formada em 2015, quando confrontado pela Iniciativa Liberal com a ideia de que "a geringonça já morreu".

"Aconteça o que acontecer, e mesmo na hipótese, que hoje parece remota, de o orçamento vir a passar amanhã, é certo que a geringonça já morreu. Por mim, paz à sua alma, mas posso dizer que é obviamente uma derrota pessoal sua", disse o deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, a António Costa, na primeira intervenção do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), que começou hoje no parlamento.

Na resposta aos liberais, o primeiro-ministro admitiu que, "se a maioria que se formou em novembro de 2015 se considerar esgotada e que não tem mais caminho para andar", isso será "uma enorme frustração pessoal".

"Assumo isso porque efetivamente acredito e acreditei desde o princípio que esta maioria tinha um enorme potencial, um potencial que ia muito para além de desfazer aquilo que o PSD e o CDS tinham feito, mas um potencial para construir um futuro robusto para o nosso país. Se se verificar que isto não é assim é mesmo uma frustração pessoal. Isso não tenho nenhum pejo em reconhecer", assumiu.

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