Rangel diz que encontro com Marcelo foi "a coisa mais natural do mundo"

Candidato à liderança do PSD acusa Rui Rio de estar a utilizar o episódio para "vitimizar-se" e defende que um líder partidário não pode quer "dizer quem é que o Presidente pode ouvir ou não".

O eurodeputado e candidato à liderança do PSD Paulo Rangel desvalorizou esta quarta-feira a polémica em torno da audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, classificando-o como "a coisa mais natural do mundo".

Em entrevista à RTP3, Rangel explicou que depois de ter apresentado a candidatura à liderança do PSD - "e só depois de o fazer" - pediu uma "audiência de cortesia" ao Presidente da República com o objetivo de explicar as suas motivações, algo que acabou por acontecer na última terça-feira.

"Penso que era a minha obrigação e penso que ele também achava isso natural", defendeu Paulo Rangel. "Se há alguém que é candidato à liderança do segundo maior partido e que aspira a ser um partido com vocação maioritária e a governar daqui a meses, é natural que um dos candidatos queira explicar isso ao Presidente da República."

No seguimento da polémica com Rui Rio, que acabou por classificar o encontro como "muito estranho", Paulo Rangel aproveitou para deixar uma farpa ao líder do PSD, acusando-o de estar a "vitimizar-se".

"Agora é um líder de um partido que vai dizer quem é que o Presidente pode ouvir ou não, e em que dias? Isso não cabe na cabeça de ninguém", atirou Paulo Rangel, antes de notar que Rui Rio tomou a sua posição "com base em notícias" enquanto, ao mesmo tempo, "está sempre a repetir: não confiem nos jornais, não confiem nas notícias".

A visita, insistiu Paulo Rangel, "não tem nada de especial", pelo que se alguém quer "vitimizar-se ou fazer disto um grande caso, esse alguém não está a olhar verdadeiramente para os problemas do país".

Sem querer falar sobre datas para as eleições, o candidato à liderança social-democrata vê com naturalidade que Marcelo Rebelo de Sousa marque as eleições dando tempo aos partidos da direita para que se cimentem as lideranças e considera pouco comum haver líderes partidários a querer condicionar a marcação das eleições, que são uma competência exclusiva do Presidente da República.

Sobre vida interna do PSD, Rangel volta ao tema numa conferência de imprensa durante a tarde desta quinta-feira.

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